a d v e r t i s e m e n tO primeiro-ministro da Tanzânia, Mwigulu Nchemba, apelou, nesta segunda-feira (8), às pessoas para permanecerem em casa na terça-feira, dia em que se celebra a independência do país e para o qual activistas convocaram protestos contra a repressão violenta das manifestações antigovernamentais em torno das eleições de Outubro.

As Nações Unidas afirmaram que centenas de pessoas provavelmente foram mortas nos protestos, alimentados pela exclusão dos principais candidatos da oposição nas eleições. A Presidente Samia Suluhu Hassan foi declarada vencedora das eleições presidenciais com quase 98% dos votos.

O Governo reconheceu que houve mortes, sem fornecer o seu próprio número de vítimas, mas rejeitou as alegações de que a polícia tenha usado força excessiva.

Após apelos que circularam no mês passado nas redes sociais para protestos s 9’de Dezembro, dia em que a Tanzânia continental conquistou a sua independência da Grã-Bretanha, Mwigulu Nchemba anunciou que não haveria celebrações oficiais este ano.

Falando nesta segunda-feira num vídeo publicado na conta X do centro de informação do Governo, o governante exortou as pessoas a ficarem em casa, sem se referir directamente aos protestos esperados.

“O Governo aconselha todos os cidadãos que não terão uma emergência em 9 de Dezembro a usar o dia para descansar e comemorar em casa, excepto aqueles cujas funções de trabalho exigem que estejam nos seus postos de trabalho”, afirmou Nchemba.

A polícia disse na sexta-feira (5) que qualquer manifestação seria ilegal, uma vez que as autoridades não receberam qualquer notificação formal dos organizadores.

De acordo com testemunhas, era visível, nesta segunda-feira, uma forte presença policial e militar nas principais estradas da capital comercial Dar es Salaam e da cidade de Arusha, no norte do país.

Hassan nomeou uma comissão para investigar a violência relacionada com as eleições, mas negou repetidamente que as forças de segurança tivessem agido de forma inadequada e acusou os manifestantes de tentarem derrubar o Governo.

Os Estados Unidos da América (EUA) anunciaram na semana passada que estavam a rever as suas relações com a Tanzânia devido a preocupações com a violência contra civis, bem como com a liberdade religiosa, a liberdade de expressão e as barreiras ao investimento.

Fonte: Reuters

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