O Presidente da República (PR), Daniel Chapo, anunciou que a primeira fábrica de grafite construída de raiz em Moçambique, um investimento avaliado em 100 milhões de dólares, será inaugurada nos primeiros dias de 2026, no distrito de Nipepe, província de Niassa. O chefe do Estado confirmou igualmente que participará na próxima cimeira bilateral com Portugal, destacando a importância do diálogo entre ambos os países.

A informação foi tornada pública durante uma reunião da direcção da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) com a bancada parlamentar, realizada no sábado, 6 de Dezembro, na Matola. Na ocasião, Daniel Chapo afirmou: “Dentro dos próximos dias, ou mesmo no início do próximo ano, estaremos em Nipepe, na província de Niassa, para inaugurar a primeira fábrica de grafite ao nível do País”.

A unidade industrial será gerida pela mineradora chinesa DH Mining Development Limited, concessionária da mina de Muichi. A fábrica terá capacidade para produzir cerca de 200 mil toneladas de grafite por ano, reforçando o compromisso do Governo com a industrialização e a transformação local dos recursos minerais.

As reservas de grafite de Muichi estão estimadas em 5,4 milhões de toneladas, integrando um potencial mineiro mais vasto na província de Niassa, que poderá ultrapassar os 50 milhões de toneladas. Estes dados confirmam a importância estratégica do distrito de Nipepe no sector extractivo nacional.

Segundo Daniel Chapo, o projecto deverá criar cerca de mil postos de trabalho, com prioridade para jovens e mulheres. Estima-se que aproximadamente 800 trabalhadores estejam directamente envolvidos na produção de grafite, contribuindo para o desenvolvimento económico e social da região.

O Presidente assegurou que o Executivo continuará a promover iniciativas que reforcem a independência económica do País. “Vamos continuar nesta onda, como Governo, para, passo a passo, alcançarmos o nosso objectivo: tornarmo-nos cada vez mais independentes”, declarou.

Daniel Chapo sublinhou também que o crescimento económico depende de estabilidade e segurança. Recordou que as Forças de Defesa e Segurança continuam empenhadas no combate ao terrorismo, fenómeno que ainda provoca deslocamentos forçados em Cabo Delgado e Nampula, afectando famílias e comunidades.

“O combate a este mal exige a participação de todos nós, e os deputados devem assumir esta luta como um desafio colectivo”, apelou o chefe do Estado, defendendo maior colaboração entre instituições e cidadãos para restaurar a normalidade e criar condições para o desenvolvimento.

Fonte: Agência de Informação de Moçambique (AIM)

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