a d v e r t i s e m e n tOs Governos de todo o continente africano tentam, constantemente, encontrar um equilíbrio cuidadoso entre o aumento da dívida pública, incluindo ao Fundo Monetário Internacional (FMI), e a estabilidade económica.

Embora muitas nações tenham procurado a ajuda do Fundo em tempos de crise, está a tornar-se cada vez mais evidente que manter a dívida ao organismo internacional baixa ou encerrar programas com bases sólidas traz benefícios consideravelmente maiores a longo prazo.

Além de restaurar a independência política, uma menor dependência do FMI aumenta a confiança dos investidores, reforça a contenção fiscal e liberta os Governos para seguirem políticas orientadas para o crescimento, livres de influências externas.

A experiência do Gana ao longo do último ano demonstra como equilibrar empréstimos com programas de recuperação económica pode ser revolucionário para as economias africanas. Após uma das crises financeiras mais graves da sua história recente, o Governo aderiu a um programa de resgate do FMI com a duração de três anos em 2023.

À medida que o Gana se aproxima do fim do acordo, prepara-se para sair com fundamentos mais sólidos e disciplina orçamental restaurada. O país deverá alcançar um excedente orçamental primário de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2026, um marco notável para uma nação que, anteriormente, enfrentava défices crescentes e uma dívida insustentável.

O Governo também cumpriu os objectivos de responsabilidade orçamental do programa, demonstrando que uma gestão disciplinada pode produzir benefícios rápidos. A inflação, que antes estava bem acima dos 20%, caiu agora para 8%, enquanto a moeda local recuperou drasticamente, valorizando mais de 30% num ano.

Um baixo nível de dívida ao FMI permite que nações como o Gana passem da gestão de crises para o planeamento a longo prazo, situação que possibilita que os Governos contraiam empréstimos de forma mais estratégica do que reactiva e direccionem os fundos para o crescimento económico, em vez de para o pagamento de dívidas.

Tal também aumenta a confiança do mercado, uma vez que os investidores percebem os países saem dos programas do FMI em boa situação, como mais estáveis, diminuindo as taxas de empréstimo e atraindo novos capitais.

A redução da exposição ao FMI traz benefícios comprovados para os países africanos como um todo. Promove a prudência orçamental, aumenta a legitimidade institucional e permite soluções políticas locais adaptadas às prioridades locais.

O Gana aspira a “contrair empréstimos de forma mais inteligente” e a sustentar as reformas realizadas através do seu programa, fornecendo um modelo de como os países africanos podem redefinir, reconstruir e prosperar com menos dívida ao FMI.

Dito isto, eis os países africanos com a menor dívida ao FMI em Novembro de 2025, de acordo com a base de dados da instituição.

Fonte: Business Insider Africa

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