O Governo vai construir, no próximo ano, 12 estações de monitorização de recursos hídricos e reabilitar 15 quilómetros de diques de defesa contra cheias, anunciou esta quarta-feira, 3 de Dezembro, a primeira-ministra, Benvinda Levi, durante a apresentação da proposta do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) 2026, na Assembleia da República. Benvinda Levi explicou que as novas estações serão instaladas nas províncias de Gaza e Inhambane, enquanto a reabilitação dos diques abrangerá as bacias hidrográficas do Limpopo, Licungo e Búzi, localizadas nas regiões centro e sul do País, abrangendo áreas vulneráveis ​​ao risco de cheias. A governante sublinhou que estas intervenções visam reforçar a prevenção e a resposta a fenómenos climáticos extremos, sobretudo em zonas propensas a inundações. No domínio da água, o Executivo prevê ainda a construção de 21 sistemas de abastecimento e a realização de 20 mil novas ligações domiciliares em 2026. Paralelamente, serão reabilitados e asfaltados 294 quilómetros de estradas nacionais, bem como conservados mais 15 mil quilómetros de estradas classificadas, num esforço para melhorar as infra-estruturas essenciais do País. Quanto ao sector da agricultura, a primeira-ministra avançou que o Governo prevê um crescimento de 2,5%, sustentado por boas projecções climáticas para a campanha 2025-26. Este desempenho será reforçado pela assistência técnica a cerca de 1,3 milhão de agregados familiares e pela distribuição de factores e meios de produção a mais de 100 mil agregados familiares. O plano inclui também o estabelecimento de 96 infra-estruturas de apoio à produção agro-pecuária e 31 infra-estruturas de suporte à comercialização agrária. Segundo Benvinda Levi, estas acções procuram dinamizar a cadeia de valor agrícola e aumentar a capacidade produtiva das comunidades rurais, permitindo maior estabilidade económica. No sector das pescas, prevê-se um crescimento de 3,6%, assente no licenciamento de 1400 unidades produtivas, na assistência técnica e capacitação a mais de 12,5 mil piscicultores e pescadores e na emissão de 12,6 mil licenças para utilizadores do espaço marítimo e costeiro. Está igualmente prevista a certificação sanitária de mais 78 milhões de toneladas de produtos pesqueiros. Apesar destas projecções, o Governo reconhece um cenário financeiro “substancialmente mais adverso” do que o inicialmente previsto, levando à revisão em baixa do crescimento económico para 1,6% este ano. De acordo com um documento citado pela Lusa, foi necessário ajustar em baixa a receita do Estado em 14,9 mil milhões de meticais (232,9 milhões de dólares), o que implicou o correspondente realinhamento da despesa pública para 2026. Fonte: Lusaa dvertisement

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