a d v e r t i s e m e n tA empresa africana de serviços ferroviários Traxtion anunciou, nesta terça-feira (2), que vai investir 199 milhões de dólares em novas locomotivas e vagões na África do Sul, enquanto se prepara para operar comboios nas principais linhas do país pela primeira vez após as reformas que abriram a rede a operadores privados.
Segundo noticiou a Reuters, o Governo permitiu que empresas privadas utilizassem a rede ferroviária de carga da empresa estatal sul-africana de logística Transnet, uma vez que a operadora tem enfrentado dificuldades para fornecer serviços confiáveis, afectada pela escassez de equipamentos e atrasos na manutenção após anos de subinvestimento. A situação foi ainda mais agravada pelo roubo de cabos e vandalismo.
O investimento da Traxtion, que opera em dez países africanos, sinaliza a crescente confiança do sector privado na reforma ferroviária e é um impulso aos esforços para transferir a carga rodoviária para a ferroviária. A capacidade adicional pode ajudar a aliviar um défice nacional que tem pesado sobre os exportadores de commodities.
O investimento inclui 105 milhões de dólares em 46 locomotivas diesel-eléctricas e 93 milhões de dólares em cerca de 920 vagões. As unidades, fornecidas pela estatal ferroviária neozelandesa KiwiRail, deverão começar a operar nos próximos 12 meses.
De acordo com o presidente executivo da Traxtion, James Holley, os novos comboios terão capacidade para satisfazer cerca de 5% da procura. Em declarações à imprensa, o responsável afirmou: “Por isso, estamos bastante confiantes de que existe um mercado para activos — de alta qualidade e capacidade — que podem ser adquiridos a um preço realmente acessível e entrar no mercado rapidamente.”
As locomotivas serão utilizadas principalmente em rotas de transporte de mercadorias a granel, que, segundo Holley, são as mais viáveis economicamente, dada a precariedade da infra-estrutura ferroviária. O representante não especificou as rotas, mas destacou que a empresa está em negociações avançadas com os clientes.
Exportadores de minerais a granel, como a Kumba Iron Ore e a exportadora de carvão térmico Thungela Resources foram forçados a reduzir a produção devido à capacidade limitada da Transnet.
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