advertisemen tA TotalEnergies garantiu que o megaprojeto de Gás Natural Liquefeito (GNL), em Cabo Delgado, vai continuar normalmente, apesar da retirada do financiamento do Reino Unido e dos Países Baixos. Segundo a empresa, os restantes parceiros do consórcio vão cobrir a parte desses dois países, equivalente a 10% do total do financiamento externo. “Os parceiros do projecto Mozambique LNG concordaram unanimemente em fornecer capital adicional para substituir as contribuições da UKEF (Reino Unido) e da Atradius (Países Baixos), representando, no total, aproximadamente 10% do financiamento externo”, refere a TotalEnergies num comunicado, segundo informou a Lusa. A UKEF e a Atradius eram parte do grupo de cerca de 30 financiadores que, em 2020, acordaram um pacote de apoio no valor de 15,4 mil milhões de dólares (984 mil milhões de meticais) para o projecto Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies. Após quatro anos suspenso devido à insurgência em Cabo Delgado, o projecto foi retomado oficialmente em Outubro último, com o levantamento do estado de ‘força maior’. Os dois países alegaram preocupações com riscos acrescidos e com alegações de violações de direitos humanos, as quais a TotalEnergies refuta. A empresa lamentou que os relatórios encomendados pelo Governo neerlandês tenham sido elaborados sem deslocações ao local e baseados em fontes terceiras. Em relação à saída da UKEF, a contribuição britânica estava avaliada em 1,1 mil milhões de dólares (73,5 mil milhões de meticais), valor que já será substituído, assegurou a TotalEnergies. O mesmo acontece com a fatia da Atradius, dos Países Baixos. O Presidente da República, Daniel Chapo, declarou no sábado que as acusações de violação dos direitos humanos são infundadas. Segundo o chefe do Estado, uma investigação conduzida pela Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) não encontrou evidências das alegadas violações. Apesar da saída do Reino Unido e dos Países Baixos, a TotalEnergies confirmou que 90% dos financiadores originais já reafirmaram o compromisso com o projecto, avaliado em 20 mil milhões de dólares (1,2 bilião de meticais). O Governo concedeu um prazo de 30 dias à TotalEnergies para apresentar o cronograma da retoma das obras do projecto, considerado essencial para a dinamização da economia nacional e atracção de investimento externo.

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