a d v e r t i s e m e n tO crescimento económico da África do Sul abrandou no terceiro trimestre de 2025, conforme previsto, mas analistas destacam um sinal encorajador: a recuperação do investimento fixo pela primeira vez num ano, um factor que pode impulsionar o desempenho da economia nos próximos trimestres caso se mantenha.
A maior economia do continente registou uma expansão de 0,5% em termos trimestrais ajustados sazonalmente, em linha com a previsão mediana dos analistas consultados pela Reuters. O resultado, contudo, ficou abaixo dos 0,9% previstos para o segundo trimestre.
Segundo a Statistics South Africa, nove dos dez sectores monitorizados registaram crescimento na produção. Mineração e agricultura foram os destaques positivos, enquanto a produção industrial perdeu dinamismo e os sectores de electricidade, gás e água recuaram.
A África do Sul tem enfrentado dificuldades para sustentar um crescimento robusto ao longo da última década, com o Produto Interno Bruto (PIB) a expandir-se, em média, menos de 1% ao ano. Em 2025, porém, o cenário começou a apresentar alguma melhoria: investidores têm mostrado maior apetite por acções e obrigações sul-africanas, motivados por sinais de disciplina fiscal e pela decisão de reduzir a meta de inflação do país.
O Tesouro Nacional prevê uma recuperação gradual, com o crescimento económico a atingir 1,2% em 2025 e 1,5% em 2026.
No terceiro trimestre, os investimentos em equipamentos de transporte foram determinantes para o aumento de 1,6% na formação bruta de capital fixo — indicador que mede os gastos em activos fixos, como máquinas e infra-estrutura.
Para Elna Moolman, directora de Pesquisa Macroeconómica do Standard Bank na África do Sul, embora o impulso tenha vindo sobretudo de despesas do Governo, a tendência é positiva e reforça a perspectiva de uma aceleração da economia nos próximos anos.
Em termos homólogos, o PIB cresceu 2,1% no terceiro trimestre, superando as estimativas dos economistas, que apontavam para um avanço de 1,8%.
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