advertisemen tA Associação de Utilizadores Industriais de Gás da África do Sul (IGUA‑SA) alertou recentemente para o risco iminente de ruptura no abastecimento de gás ao sector industrial sul‑africano, caso não sejam adoptadas medidas urgentes para coordenar o fornecimento e a expansão das infra‑estruturas de gás. O alerta foi lançado no âmbito da apresentação do Gas Roadmap, um documento publicado a 12 de Novembro, que propõe a criação de uma equipa nacional de coordenação sob tutela directa da Presidência sul‑africana. De acordo com o portal Engineering News, a interrupção do fornecimento de gás natural proveniente de Moçambique pela Sasol, prevista para 2028, marcará o início do chamado “precipício do gás”. A situação deverá agravar‑se com o fim, em 2030, da solução provisória baseada em gás rico em metano, igualmente fornecida pela Sasol. Esta combinação de factores ameaça deixar milhares de empresas sem acesso a uma fonte energética crítica. O documento, assinado pelo director‑executivo da IGUA‑SA, Jaco Human, defende a criação de uma National Gas Project Team, nos moldes das estruturas montadas para responder às crises da electricidade e da logística. O objectivo será assegurar uma resposta coordenada e multissectorial que permita evitar a escassez de gás e criar as bases para uma cadeia de abastecimento sustentável até 2042. O plano prevê, numa primeira fase, o reforço das importações de gás natural liquefeito (GNL) através de infra‑estruturas localizadas em Maputo, Richards Bay e Coega. No entanto, a estratégia a longo prazo passa por desenvolver fontes internas de gás natural na costa ocidental e meridional da África do Sul, onde os custos de produção são estimados entre 379 e 505 meticais por gigajoule (6 a 8 dólares), significativamente abaixo dos preços do GNL, actualmente fixados entre 631 e 694 meticais (10 a 11 dólares). A indústria sul‑africana, que depende fortemente do gás moçambicano, emprega directamente cerca de 75 mil trabalhadores e movimenta anualmente mais de 26,4 mil milhões de meticais (420 milhões de dólares). Entre os sectores mais vulneráveis ​​à escassez estão os da mineração, petroquímica, vidro, aço, papel e agro‑indústria. A IGUA‑SA alerta que, sem uma intervenção coordenada, haverá postos de trabalho que se perderão, retracção económica e dificuldades severas na transição energética. A proposta apresentada integra um plano de dez pontos que inclui, entre outras medidas, o estabelecimento de acordos bilaterais com Moçambique e Namíbia, a definição de uma National Gas Infrastructure Roadmap, a criação de um quadro de garantias fiscais para parcerias público‑privadas e a aceleração dos planos energéticos nacionais, incluindo o Gas Master Plan.

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