O Presidente da República considerou esta quinta-feira que “à partida” o Orçamento do Estado para 2026 que lhe irá chegar para promulgação não levanta problemas e “pode ​​acomodar aquilo que foi votado pela Assembleia da República”. “Mas vamos esperar para ver”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas no fim de uma visita conjunta com o Presidente da Eslováquia à Fundação Champalimaud, em Lisboa, enquanto decorria o encerramento do debate orçamental. O chefe de Estado contou que esteve de madrugada “a ler as últimas propostas de alteração que foram votadas” e estimou que o diploma aprovado em votação final global com votos a favor de PSD e CDS-PP e a abstenção do PS lhe chegará para promulgação em “oito a dez dias”. Marcelo Rebelo de Sousa referiu que a votação era conhecida “há muito tempo”, que é conhecido “aquilo que há de contexto internacional difícil” e que “também se sabe das almofadas que existem, algumas almofadas existem”. “Portanto, eu penso que, neste quadro, olhando para aquilo que se passou, à partida, a menos que haja assim surpresas muito grandes, que o Orçamento vai sair em termos de não levantar problemas de promulgação, e não levantar problemas de execução”, declarou. Em seguida, o Presidente da República ressalvou, no entanto, que “o mundo muda de tal maneira que ninguém pode garantir que aquilo que é hoje, ou que é daqui a um mês ou dois meses, é daqui a um ano”. “Mas, à partida, e eu não via razões para deixar de olhar para o Orçamento com a confiança de que pode acomodar aquilo que foi votado pela Assembleia da República, acho que sim. Mas vamos esperar para ver”, completou. A proposta de lei Orçamento do Estado para 2026 foi hoje aprovada no parlamento em votação final global com votos a favor dos dois partidos que apoiam o Governo, PSD e CDS-PP, e com a abstenção do PS, e teve votos contra de Chega, IL, Livre, PCP, BE, PAN e JPP. No fim do debate, o primeiro-ministro, Luís Montenegro considerou que, em termos gerais, o Orçamento do Governo PSD/CDS-PP “não sai desvirtuado” da Assembleia da República, mas acusou PS e Chega de “invadir a esfera de decisão que cabe ao poder executivo”. Segundo Luís Montenegro, as medidas aprovadas no parlamento contra a vontade de PSD e CDS-PP terão um impacto de cerca de 100 milhões de euros.

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