advertisemen tA empresa Cabeólica vai inaugurar, nesta quinta-feira, 27 de Novembro, a expansão do principal parque eólico de Cabo Verde, mais um projecto para que metade da electricidade do arquipélago seja produzida a partir de fontes renováveis, até 2030, segundo as metas do Governo. De acordo com um comunicado do Governo, divulgado pela Lusa, “este projecto constitui um marco estratégico na consolidação da transição energética do país, reafirmando o compromisso de Cabo Verde com a sustentabilidade, inovação e produção de energia limpa.” A expansão do parque da ilha de Santiago representa “um reforço de cerca de 13,5 megawatts, representando mais 50% da capacidade instalada de energia eólica em Cabo Verde”, graças a novas turbinas, instaladas desde Agosto, e que são cinco vezes mais potentes que as já existentes, acrescentou. As turbinas passam a ser “as estruturas mais altas do país”, chegando aos 180 metros de altura, afirmou à Lusa o director técnico da Cabeólica, Valdemar Lopes, durante as operações de instalação. O projecto, que inclui sistemas de armazenamento de energia em baterias, permitirá a Cabo Verde reduzir as emissões em mais de 50 mil toneladas de Dióxido de Carbono (CO2) por ano. Em 2024, a Cabeólica foi responsável pela produção de aproximadamente 14% da electricidade consumida no país, segundo o relatório e contas da empresa. Além do parque de Santiago, a empresa é responsável por outros três, nas ilhas de São Vicente, Sal e Boa Vista. A Cabeólica resulta de um acordo de parceria público-privada (PPP), assinada em 2008, e é actualmente participada em 50% pela Africa Finance Corporation (AFC, Corporação Financeira Africana), uma instituição financeira multilateral pan-africana constituída por Estados soberanos, da qual Cabo Verde também é membro. Outros 44% pertencem à African Energy Transition Holding (grupo AP Moller), através de um fundo criado para investir em infra-estrutura no continente africano, cabendo o restante ao Estado de Cabo Verde e à empresa pública de electricidade (Electra). O Banco Europeu de Investimentos (BEI) e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) são os principais financiadores de longo prazo da Cabeólica. Fonte: Lusa

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