A TAP cancelou o voo previsto para esta quinta-feira, às 14h00, para Bissau, depois do golpe de Estado no país, de acordo com a informação disponibilizada no site da ANA Aeroportos. De acordo com a CNN Portugal, a situação está a ser avaliada pela companhia aérea, sendo que o mesmo se aplica aos voos dos próximos dias. Os militares guineenses anunciaram na quarta-feira ter tomado o poder, um dia antes da Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau anunciar o resultado das eleições gerais, realizadas no domingo. O general Horta Inta-A foi hoje empossado Presidente de transição da Guiné-Bissau, numa cerimónia que decorreu no Estado-Maior General das Forças Armadas guineense, um dia depois de os militares terem tomado o poder. A informação está a ser veiculada nas redes sociais de meios de comunicação guineenses, nomeadamente a Televisão da Guiné-Bissau (TGB). No dia seguinte à votação, na segunda-feira, o candidato da oposição Fernando Dias reclamou vitória na primeira volta contra o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, que concorreu a um segundo mandato. Desde a sua independência de Portugal, a Guiné-Bissau sofreu, com este, cinco golpes de Estado, 17 tentativas de golpe e uma série de mudanças de Governo. Atos consulares estão suspensos na Embaixada de Portugal em Bissau A Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau informou hoje que estão suspensos os atos consulares agendados, devido à situação política no país africano, com a tomada do poder por um comando militar. Nos canais oficiais, a Embaixada portuguesa informa “que, tendo em conta a atual situação de segurança, se encontra temporariamente suspensa a realização dos atos consulares agendados na Secção Consular”. De acordo com a informação disponibilizada, “os atendimentos afetados serão reagendados para a primeira oportunidade possível, logo que as condições o permitam”. A embaixada ressalva que “a Secção Consular mantém-se em funcionamento para efeitos de apoio consular de emergência aos cidadãos portugueses”. Na mesma nota informativa, a Embaixada de Portugal em Bissau indica que “continua a acompanhar de perto a situação de segurança na cidade de Bissau” e reitera “a recomendação de prudência e vigilância, bem como de evitar deslocações desnecessárias”. A representação diplomática portuguesa lembra que “de acordo com o comunicado emitido em nome do ‘Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança Nacional e Ordem Pública’, todas as fronteiras terrestres, aéreas e marítimas da Guiné-Bissau encontram-se encerradas, tendo sido também estabelecido um recolher obrigatório entre as 19:00 e as 06:00”. Sublinha ainda que “estas medidas produzem efeitos imediatos e permanecerão em vigor até indicação em contrário pelas autoridades competentes”. Os militares tomaram hoje o poder na Guiné-Bissau, depois de um tiroteio que durou cerca de meia hora, segundo um comunicado das Forças Armadas guineenses. O comunicado foi lido na televisão estatal guineense TGB pelo porta-voz do Alto Comando Militar, Dinis N´Tchama, que informa que os militares assumiram a liderança do país. Na comunicação informa-se que foi “instaurado pelas altas chefias militares dos diferentes ramos das Forças Armadas, o Alto Comando Militar para a restauração da segurança nacional e ordem pública” e que o mesmo “acaba de assumir plenitude dos poderes de Estado da República da Guiné-Bissau”. O Alto Comando Militar informa que depôs o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló e que encerrou, “até novas ordens, todas as instituições da República da Guiné-Bissau”. Informa ainda que estão suspensas “as atividades de todos os órgãos de comunicação social”, assim como decidiu “suspender imediatamente o processo eleitoral em curso”. Os guineenses votaram no domingo em eleições gerais, presidenciais e legislativas, tendo sido anunciada para quinta-feira a divulgação dos resultados, com o candidato da oposição Fernando Dias a reclamar vitória na primeira volta contra o atual Presidente, Umaro Sissoco Embaló, que concorreu a um segundo mandato. O comunicado explica que se trata de uma reação “à descoberta de um plano em curso de destabilização do país”, atribuído a “alguns políticos nacionais com a participação de conhecidos barões de droga nacionais e estrangeiros”. Segundo os militares, o plano consistiria ainda na “tentativa de manipulação dos resultados eleitorais” das eleições gerais de domingo. O Alto Comando Militar acrescentada que “foi descoberto pelo Serviço de Informação de Estado um depósito de armamento de guerra” destinado à “efetivação desse plano”. O Alto Comando Militar exercerá o poder do Estado a contar da data de hoje “até que toda a situação seja convenientemente esclarecida e respostas as condições para o pleno retorno à normalidade constitucional”. Os militares apelam “à calma, à colaboração dos guineenses e compreensão de todos perante” o que classificam como “grave situação imposta por uma emergência nacional”. (Notícia atualizada às 13h06) Leia Também: Guiné-Bissau: MNE diz que portugueses estão “perfeitamente calmos”

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