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O Chefes de Missão de Observação Eleitoral da União Africana, CEDEAO e Fórum dos Anciãos da África Ocidental Sobre a Situação Pós-Eleitoral na República da Guiné-Bissau manifestam “profunda preocupação com o golpe de Estado pelas forças armadas, enquanto a nação aguardava pelo anúncio dos resultados”.Em comunicado conjunto, os observadores eleitorais dizem lamentar que “este anúncio tenha sido feito numa altura em que as missões acabavam de concluir os encontros com os dois principais candidatos presidenciais, que garantiram a sua disponibilidade em aceitar a vontade do povo”.“Deploramos esta tentativa flagrante de perturbar o processo democrático e os ganhos que foram alcançados até ao momento. Solicitamos a União Africana e a CDEAO a tomar medidas necessárias para restaurar a ordem constitucional”, lê-se no documento.“Exprimimos preocupação com a detenção de altos oficiais, incluindo os responsáveis pelo processo eleitoral. Neste sentido, instamos as forças armadas a libertar os oficiais detidos, imediatamente, para permitir que o processo eleitoral do país prossiga até a sua conclusão”, conclui a nota.

Os observadores dizem ter constatado a conclusão ordeira e pacífica do processo de votação para as eleições presidenciais e legislativas realizadas a 23 de Novembro de 2025 na República da Guiné-Bissau.Entretanto, os militares tomaram ontem o poder na Guiné-Bissau, depois de um tiroteio que durou cerca de meia hora.Na comunicação lida na televisão estatal guineense, TGB, pelo porta-voz do Alto Comando Militar, Dinis N´Tchama, informa-se que foi “instaurado pelas altas chefias militares dos diferentes ramos das Forças Armadas, o Alto Comando Militar para a restauração da segurança nacional e ordem pública” e que o mesmo “acaba de assumir plenitude dos poderes de Estado da República da Guiné-Bissau”.

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