O Ministério das Finanças de Angola informou, nesta terça-feira (25), que chegou a um acordo com o banco norte-americano JPMorgan para renovar um empréstimo de mil milhões de dólares que venceria no final deste ano.
Os detalhes do novo acordo, incluindo o prazo de vencimento, a taxa de juro e os activos que garantirão a linha de crédito, ainda estão a ser negociados, de acordo com um porta-voz do Ministério.
Angola e o JPMorgan assinaram um contrato de derivados de mil milhões de dólares, com prazo de um ano, conhecido como swap de retorno total, em Dezembro do ano passado, apoiado por 1,9 mil milhões de dólares em obrigações do Governo angolano em dólares.a d v e r t i s e m e n t
O banco exigiu 200 milhões de dólares em garantias adicionais em Abril, depois de o valor das obrigações apresentadas como garantia ter enfraquecido quando os Estados Unidos da América (EUA) impuseram tarifas elevadas ao país.
Melhoria no rendimento das obrigações
A medida do Governo surge num momento em que os rendimentos das obrigações em dólares de Angola diminuíram em relação aos níveis recorde, melhorando a sua capacidade de procurar melhores condições ou voltar a recorrer aos mercados internacionais.
As euro-obrigações de Angola para 2032 têm agora um rendimento ligeiramente inferior a 10%, contra quase 15% em Abril.
O país, terceiro maior produtor de petróleo de África, regressou aos mercados de dívida globais no mês passado, angariando 1,75 mil milhões de dólares na sua primeira emissão de eurobonds desde 2021. As tranches a cinco e dez anos foram cotadas a 9,25% e 10,125%, respectivamente.
A dívida pública de Angola é de cerca de 55% do Produto Interno Bruto (PIB), abaixo do limite máximo de 60% estabelecido pela sua lei de sustentabilidade fiscal, afirmou, em Outubro, o secretário de Estado das Finanças e do Tesouro, Ottoniel dos Santos.
Ainda assim, o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou, num relatório de Setembro, que o país enfrenta elevadas pressões financeiras a curto prazo devido aos grandes vencimentos da dívida externa.
Fonte: Business Insider Africa
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