advertisemen tOs Emirados Árabes Unidos (EAU), o maior parceiro comercial da África Subsaariana depois da China, querem expandir ainda mais o comércio com a região e duplicar as trocas bilaterais totais para 4 biliões de dólares até 2031, no sentido de reforçar a segurança alimentar e aproveitar o rápido crescimento de algumas economias do continente. Segundo noticiou a Bloomberg, nesta terça-feira (25), a informação foi avançada pelo ministro de Estado dos EAU das Relações Exteriores, Saeed bin Mubarak Al Hajeri, à margem da Cimeira do Grupo dos 20 (G20) em Joanesburgo, África do Sul, a 22 de Novembro. O país do Médio Oriente já investiu em diversos sectores em África, desde a agricultura às energias renováveis ​​e portos, e expandiram indústrias de serviços – como companhias aéreas – para o continente, tendo planos ainda para aumentar o investimento em centros de dados e outros domínios. “As oportunidades em África parecem melhores do que investir em mercados maduros ou em declínio”, afirmou Saeed bin Mubarak Al Hajeri, acrescentando: “Na minha opinião, é muito difícil para outros mercados competir com as oportunidades africanas.” Os EAU estão entre os países que se juntaram aos principais investidores de África – nações europeias, China e Estados Unidos da América (EUA) – na disputa por mais acesso às populações mais jovens do mundo, reservas de minerais críticos e taxas de crescimento económico que, muitas vezes, ultrapassam significativamente as dos países desenvolvidos. Entre 2020-24, os EAU investiram quase 119 mil milhões de dólares em África, de acordo com Al Hajeri. O comércio bilateral com a região Subsaariana ultrapassou os 75 mil milhões de dólares no ano passado, mais do triplo do valor registado há uma década, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). “Os EAU estão a discutir a assinatura dos chamados acordos de parceria económica abrangente sobre comércio com vários países africanos, para se juntarem aos memorandos já existentes com nações como as Maurícias, Marrocos e a República Centro-Africana.” Entretanto, o governante referiu que garantir o abastecimento alimentar é uma preocupação fundamental do país. “A estratégia de segurança alimentar é um dos principais focos quando se trata do continente africano, um aspecto importante, já que importamos 80% dos nossos alimentos”, declarou Al Hajeri. E acrescentou: “Queremos analisar os recursos, a logística e conectar a nossa aviação e os nossos portos ao continente africano.”

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