a d v e r t i s e m e n tO ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, afirmou nesta terça-feira, 25 de Novembro, que mais do que a reestruturação ou perdão, a conversão da dívida africana aos países europeus “tem pés para andar”. As declarações foram feitas no balanço final da cimeira que juntou os líderes da União Africana (UA) e da União Europeia (UE), em Luanda, Angola.
Para o governante português, a conversão da dívida tem-se mostrado cada vez mais eficiente para os envolvidos, trazendo benefícios e formas mais flexíveis de liquidação.
“Mais do que simples reestruturações ou pedidos de perdão da dívida, a solução viável e com potencial real para África é a conversão da dívida”, tendo sido “um instrumento que aqui foi altamente elogiado”, apontou.
Rangel continuou a sua explanação afirmando que “muitos países estão disponíveis para este instrumento porque compreendem que, não sendo possível um perdão ou uma possível reestruturação, a conversão surge como solução, sendo esta mais fácil para os países que são credores. Por outro lado, traz muito valor acrescentado para os países que são devedores”, explicou.
“Temos um programa em Cabo Verde”, revelou, “que tem tido imenso sucesso, que está ligado a energias renováveis e é resultado da conversão da dívida num instrumento de modernização ambiental e autonomia energética”, exemplificou.
A Cimeira UA-UE cumpriu seu último dia nesta terça-feira (25), centrada no lema “promover a paz e a prosperidade através de um multilateralismo eficaz”, e juntou 80 delegações.
Fonte: Lusa
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