A ExportaMoz, instituição pública que promove e facilita a exportação de produtos moçambicanos, projecta aumentar cerca de 30% a capacidade de exportação da província de Gaza a médio e longo prazo, com a ambição de escalar este desempenho a nível nacional. A meta será formalizada com o Governo provincial através da assinatura de um memorando de entendimento, durante um workshop agendado para esta terça-feira (25), em Xai-Xai. O workshop vai reunir o Conselho Executivo Provincial, o sector privado e as principais empresas ligadas à cadeia de valor da exportação, num fórum que deverá acolher entre 150 e 200 participantes. Na ocasião, será apresentado o potencial produtivo e exportável da província, com destaque para os distritos de Manjacaze e Chókwè. Segundo Miguel Joia, CEO da ExportaMoz, o memorando com o Governo de Gaza vem apenas oficializar um trabalho já em curso: o levantamento de base do potencial produtivo e exportável dos 14 distritos da província, conduzido em coordenação com a Direcção Provincial da Indústria e Comércio. “O entendimento define responsabilidades das partes e benefícios desta parceria inteligente”, explicou Miguel Joia. O responsável acrescentou que o objectivo é “apresentar os distritos da província de Gaza ao mundo e ao comércio internacional” e gerar impacto no tecido económico local. Para a ExportaMoz, Gaza possui um “potencial produtivo fora de série”, com enfoque em culturas como castanha de caju, cereais, legumes, hortícolas e arroz. A instituição está a trabalhar com operadores específicos para aumentar a produção e exportação de arroz e piripíri seco para a África do Sul, e para triplicar, de 5 para 15 milhões de dólares, o volume de exportações de castanha a partir da província. Miguel Joia explicou que o principal desafio dos produtores continua a ser a ligação aos mercados, devido à falta de informação, continuidade de fornecimento e previsibilidade de negócio. Para superar estas dificuldades, a ExportaMoz combina o estudo da oferta local com a análise da procura internacional e aposta em negócios de “nearshoring”, exportação por via rodoviária para mercados regionais, aproveitando a Zona de Comércio Livre Continental Africana. No processo de selecção, a instituição classifica os operadores em puramente produtivos, cooperativas de fomento, empresas com potencial exportável e grandes exportadores. A prioridade recai sobre os grandes exportadores, por terem maior capacidade de alavancar cadeias de valor, criar emprego e aumentar a arrecadação fiscal. Gaza torna-se a quinta província a formalizar um memorando com a ExportaMoz, depois de Maputo, Nampula, Niassa e Cabo Delgado. A organização já trabalha com todas as direcções provinciais da indústria e comércio e projecta ter acordos formais em todas as províncias até 2026, incluindo a cidade de Maputo. No capítulo da digitalização, a ExportaMoz lançou o portal “Exporta” (Mozesporta), uma plataforma online que funciona como mercado virtual, ligando produtores moçambicanos a compradores internacionais. Através deste portal, é carregada informação sobre o potencial produtivo dos distritos, promovendo transparência de preços, capacidade de oferta e criação de padrões entre empresas exportadoras. Fonte: jornal O País

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