
Fed e tecnológicas dão força às praças asiáticas. Europa aponta para o vermelho
As principais praças asiáticas aceleraram pelo segundo dia consecutivo com o setor tecnológico a liderar os ganhos, numa altura em que os investidores mostram-se bastante mais otimistas em torno de um possível corte nas taxas de juro na reunião de dezembro da Reserva Federal (Fed) norte-americana. Pela Europa, a negociação de futuros aponta para uma abertura no vermelho, com o Euro Stoxx 50 a perder 0,2%.
O MSCI Asia-Pacific, “benchmark” para as ações asiáticas excluindo o Japão, valorizou 0,42%, tendo chegado a acelerar quase 1%, recuperando parcialmente das quedas substanciais da semana passada, quando perdeu cerca de 4% do seu valor. Apesar das movimentações dos últimos dois dias, o índice prepara-se para fechar novembro – um mês de grande turbulência nos mercados – com um saldo negativo.
Os mercados veem agora uma probabilidade superior a 85% da Fed avançar com um novo alívio de 25 pontos-base nos juros diretores no próximo encontro – um aumento considerável face aos 45% do arranque da semana passada. A reviravolta acontece depois de uma série de membros do banco central terem demonstrado o seu apoio a uma flexibilização monetária, uma lista que inclui o presidente da Fed de Nova Iorque, John C. Williams, e o membro do conselho de governadores Cristopher Waller.
“Acreditamos que a Fed irá reduzir as taxas em dezembro e, em seguida, fazer uma pausa de cinco a seis meses antes de considerar mais três cortes no próximo ano, provavelmente no segundo semestre”, explica Jack Siu, diretor de gestão de carteiras da Lombard Odier, à Reuters. O analista antecipa ainda que o Banco Central Europeu (BCE) não deve mexer mais na política monetária.
Nos resultados por praças, o japonês Nikkei 225 encerrou a sessão com ganhos bastante modestos de 0,07%, apesar de até ter arrancado a sessão em força. O mercado nipónico esteve encerrado na segunda-feira devido a um feriado e falhou uma recuperação geral das praças asiáticas, depois de ter desvalorizado cerca de 3,5% na semana passada.
Já na China, e depois de ter acelerado mais de 1,8% na sessão anterior, o Hang Seng, de Hong Kong, pulou 0,47%, enquanto o Shanghai Composite ganhou 0,87%. Na segunda-feira, Donald Trump, presidente dos EUA, afirmou que iria visitar o país em abril – uma viagem que está a ser vista pelos analistas como um avanço nas relações diplomáticas e comerciais entre as duas maiores economias do mundo, após já terem conseguido alcançar uma nova trégua comercial em outubro.
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