O presidente do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), Che Weng Keong, revelou que a edição de 2026 do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau) vai decorrer em Moçambique. Citado numa publicação da Lusa, o responsável descreveu que neste ano, o evento aconteceu no mês de Julho, e pela primeira vez teve lugar em Malabo, capital da Guiné Equatorial, durante três dias, acrescentando que o país aderiu oficialmente ao programa em Abril de 2022. “Estiveram presentes mais de 500 representantes dos governos e do sector empresarial dos países de língua portuguesa, da China continental, de Macau e da vizinha zona económica especial de Hengqin (ilha da Montanha). O encontro anual tem sido realizado de forma rotativa, tendo, no entanto, sido suspenso durante quatro anos, devido à pandemia da covid-19”, explicou. Criado em 2003 pelo Governo da China, o Fórum de Macau consolidou-se como uma das principais plataformas multilaterais para promoção do comércio, investimento e cooperação estratégica entre a China e os Estados lusófonos. Com sede em Macau, o mecanismo tem funcionado como um ponto de aproximação económica, cultural e institucional, com impacto crescente nos mercados africanos e no Brasil. No evento, as partes debatem sobre projectos que visam impulsionar parcerias empresariais, promover o intercâmbio comercial e orientar o investimento para sectores estratégicos, como agricultura, energia, infra-estruturas, indústria transformadora, turismo e economia azul. O mecanismo tem contribuído ainda para facilitar o acesso de produtos moçambicanos ao vasto mercado chinês, com destaque para o caju, o carvão e outras commodities agrícolas. Além do eixo económico, o Fórum tem apostado na formação de quadros dos países lusófonos, na transferência de tecnologia e no reforço da cooperação cultural, iniciativas que reforçam a dimensão de “Macau como plataforma” entre a China e o espaço lusófono. Recentemente, foi anunciado que as exportações de mercadorias dos países de língua portuguesa para Macau caíram 3,5% em 2024, em termos anuais, tendo o valor total fixado-se em 1,38 mil milhões de patacas (164,1 milhões de euros).
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