
“Durante 65 anos, o Instituto Jane Goodall (IJG) documentou meticulosamente inúmeras investigações pioneiras sobre chimpanzés e babuínos em: notas de campo manuscritas, imagens de filmes únicas e dados de observação em múltiplas bases de dados”, em que grande parte desta informação científica “insubstituível permanece em formatos analógicos, o que limita o seu acesso e aumenta o risco de perda ao longo do tempo”, refere a AWS, em comunicado. A tecnológica anunciou o apoio de um milhão de dólares (cerca de 860 mil euros, à taxa de câmbio atual), através do seu Fundo de Inovação em inteligência artificial (IA) generativa, “para ajudar a preservar e a transformar este legado”. O financiamento “vem apoiar a transformação digital abrangente dos arquivos de investigação do Instituto Jane Goodall, através de recursos humanos e tecnologias de inteligência artificial que vão impulsionar o trabalho da organização”, adianta a AWS. “Através do recurso a modelos avançados de inteligência artificial do Amazon Bedrock e Amazon SageMaker, vamos analisar os arquivos de notas e vídeos manuscritos do Instituto Jane Goodall. Esta análise, assistida por IA, vai desbloquear novas possibilidades de investigação científica” diz Taimur Rashid, diretor-geral do Centro de Inovação em IA Generativa da AWS, citado em comunicado. A Amazon Web Services vai colaborar com a Ode, que ‘pela sua vasta experiência em investigação, conservação e design, ficará responsável por desenvolver a experiência do utilizador”. Em conjunto, irão ajudar o Instituto Jane Goodall a adotar, e a utilizar, a IA para abrir novos caminhos e avanços na investigação. “Agradecemos à AWS e à Ode por disponibilizarem os recursos para digitalizar os nossos arquivos e desenvolver novas tecnologias, este apoio é um passo fundamental para expandir a visão holística” de Jane Goodall, “que assenta na investigação, conservação e educação”, afirma Lilian Pintea, vice-presidente de Ciência da Conservação no IJG-USA, citada em comunicado. “Ao utilizarmos tecnologias de IA generativa e agentiva (agentes IA) para aceder a estes arquivos, conseguimos ampliar a missão do JGI. O nosso objetivo é criar um legado digital que garanta que o trabalho pioneiro de Jane Goodall continue a inspirar e a orientar as futuras gerações”, remata. Os dois objetivos da iniciativa são “criar um sistema de IA que facilite a pesquisa nos arquivos do instituto e, segundo, lançar um portal ‘online’ para a comunidade científica global”, preservando, assim, o legado de Jane Goodall, e capacitando as futuras gerações de cientistas com as ferramentas necessárias para darem continuidade ao seu trabalho, referem. Leia Também: Novo anúncio da Apple conta com a voz de Jane Goodall
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