a d v e r t i s e m e n tA África do Sul vai avançar com os planos para construir uma nova central nuclear e reactivar o seu programa de reactores nucleares modulares, como parte de um esforço mais amplo para garantir a estabilidade energética a longo prazo, anunciou no domingo (16) o ministro da Electricidade, Kgosientsho Ramakgopa.
Segundo informou a Bloomberg, a nova central, a ser construída em Duynefontein, perto da Cidade do Cabo, adicionará inicialmente quatro gigawatts de capacidade nuclear, adiantou Ramakgopa.
“O país também recebeu aprovações para prolongar a vida útil da sua central nuclear existente em Koeberg até 2045″, afirmou o ministro, acrescentando que “as principais infra-estruturas a serem reabertas incluem um laboratório de desenvolvimento de combustível e uma instalação de testes de hélio. Serão também criados novos locais de armazenamento de resíduos nucleares.”
De acordo com o governante, o Governo pretende recrutar investidores internacionais e parceiros tecnológicos para ajudar a financiar e a conceber os projectos.
Um Plano Integrado de Recursos revisto, aprovado em Outubro, prevê um investimento de 131 mil milhões de dólares em energia até 2042, com a energia nuclear a desempenhar um papel cada vez mais importante à medida que a África do Sul procura reduzir a sua dependência da energia a carvão.
O chamado “conceito de reactor modular de leito de esferas”, proposto pela primeira vez pela empresa estatal Eskom em 1999, foi outrora apresentado como uma tecnologia que poderia ser licenciada a outras empresas de serviços públicos, gerando potencialmente milhares de milhões de rands em receitas anuais. Mas depois de gastar quase mil milhões de dólares em desenvolvimento, a África do Sul suspendeu o projecto em 2010.
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