O grupo empreiteiro do Bloco 15, constituído pela ExxonMobil, Azule Energy, Equinor e a Sonangol, vai investir mais de 3 mil milhões de dólares na renovação de infra-estruturas, reequipar este poço petrolífero angolano com tecnologia de ponta e prolongar o seu ciclo de vida útil até 2032, no âmbito do projecto de petróleo Kizomba C. De acordo com uma publicação da Angop, trata-se de um bloco localizado a cerca de 370 quilómetros a noroeste de Luanda, que entrou em exploração a 23 de Agosto de 1994. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (13), em Luanda, pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e pelo grupo empreiteiro, no quadro da Decisão Final de Investimento (DFI), referente aos campos Mondo e Saxi-Batuque, afecto ao projecto Kizomba C, com o objectivo de permitir o desenvolvimento adicional dos recursos remanescentes nesse bloco. Na ocasião, o presidente do Conselho de Administração da ANPG, Paulino Jerónimo, considerou o Bloco 15 como um dos pilares de sucesso da indústria petrolífera nacional, destacando-se pela eficiência operacional, estabilidade na produção e pelo cumprimento rigoroso das suas obrigações contratuais. Para o gestor, o investimento projectado é significativo e vai prolongar a vida útil das instalações do Kizomba C até 2032 e dos Kizombas A e B até 2037, destacando que a iniciativa permitirá recuperar recursos adicionais, optimizar infra-estruturas existentes e garantir a continuidade da produção do Kizomba C, cuja produção, nos últimos anos, cresceu mais de 30%. O responsável referiu ainda que esse investimento vai promover maior eficiência e sustentabilidade operacional e reforçar a produção nacional, salientando que a ANPG continuará a promover e garantir o equilíbrio entre os interesses do Estado e dos investidores. Neste contexto, Paulino Jerónimo assegurou que as concessões são geridas de forma responsável, previsível e em linha com as melhores práticas internacionais. Já o vice-presidente da ExxonMobil Corporation para Águas Profundas, Hunter Farris, afirmou que a decisão de continuar a investir em Angola é consequência da resiliência, determinação e visão patente na indústria de petróleo e gás angolana, recordando que a ExxonMobil foi a primeira a partilhar a produção naquele bloco. Para Farris, as melhorias do ambiente para o investidor privado, as boas e sólidas relações de confiança, fiscalidade, inovação e parcerias permitem que a companhia continue a trabalhar no país, num ganho mútuo. “É um orgulho para a ExxonMobil fazer parte do futuro próspero de Angola”, anuiu. Por sua vez, o director da ExxonMobil em Angola, Brian Unietis, em representação do grupo empreiteiro, reafirmou o compromisso da companhia e do empreiteiro com o futuro de energia de Angola. Segundo o responsável, a decisão de se prolongar a vida dos campos de Mondo e Saxi-Batuque marca o começo de um novo capítulo e de uma parceria de sucesso com o país. Unietis referiu que, desde o início das operações, em 2003, o Bloco 15 desenvolveu 18 descobertas comerciais, tendo liderado a produção de petróleo em Angola, com mais de 600 mil barris por dia. Até agora, o Bloco 15 produziu mais de 2,7 mil milhões de barris por ano, investiu mais de 47 biliões de dólares e contribuiu com 100 biliões de dólares para programas sociais, fortalecendo a educação, saúde e desenvolvimento comunitário em Angola.
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