Europa negoceia com fortes perdas. Setor tecnológico e banca tombam mais de 2%


Os principais índices europeus estão a negociar com perdas expressivas em toda a linha esta manhã, com os investidores a mostrarem-se preocupados com as perspetivas para as taxas de juro da Reserva Federal (Fed) norte-americana, enquanto dados fracos vindos da China e receios em relação a uma possível sobrevalorização das ações ligadas à área da inteligência artificial pressionam os ativos de risco.


O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – recua 1,08%, para os 574,41 pontos.


Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perde 0,94%, o espanhol IBEX 35 cede 1,27%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 1,20%, o francês CAC-40 subtrai 0,87%, o britânico FTSE 100 tomba 1,24% e o neerlandês AEX desliza 1,40%.


O “benchmark” britânico está a registar um desempenho inferior a muitos dos seus pares devido a relatos de uma reviravolta na política de aumento de impostos no país, a poucos dias de o Governo trabalhista apresentar o orçamento.


A aumentar as preocupações dos investidores – além de incerteza no rumo da política monetária norte-americana e preocupações com a área da inteligência artificial – estão dados económicos da China que mostram que a atividade económica da segunda maior economia mundial arrefeceu mais do que o esperado no início do quarto trimestre, com uma queda sem precedentes no investimento e um crescimento mais lento na produção industrial, segundo avança a Bloomberg.


“O nervosismo é palpável nos mercados e provém de diferentes fontes: há dados realmente maus vindos da China, há dúvidas sobre se o investimento em IA irá compensar e há incerteza sobre a Reserva Federal e os dados dos EUA”, disse à agência de notícias financeiras Arnaud Girod, da Kepler Cheuvreux.


O recuo das ações europeias segue-se a sessões que impulsionaram os índices para máximos.


Entre os setores, a tecnologia (-2,44%) e a banca (-2,07%) são os mais pressionados neste momento, com a grande maioria dos restantes setores a perderem mais de 1%. A energia (+0,90%), por sua vez, segue impulsionada pelo aumento dos preços do petróleo, sendo que o setor dos bens domésticos (+0,54%) é, de resto, o único a valorizar.


Quanto aos movimentos do mercado, a Siemens Energy pula mais de 10%, após ter aumentado as suas metas financeiras de médio prazo, apoiada pela procura por turbinas a gás e equipamentos para centros de dados, bem como pelo progresso da reestruturação da sua unidade de turbinas eólicas. No setor de luxo, a Richemont – dona da Cartier – valoriza mais de 7%, depois de as vendas do grupo suíço terem aumentado devido à procura acima do esperado nas Américas e na China – maior consumidor de artigos de luxo -, o mais recente sinal de que a indústria está a conseguir recuperar.


Já a tecnológica ASML, atualmente a cotada mais valiosa da Europa – recua mais de 2,70%.

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