advertisemen tO Fundo Monetário Internacional (FMI) projecta que a economia global atinja 124 biliões de dólares em 2026, reflectindo um crescimento modesto num contexto de crescente proteccionismo e fragmentação geopolítica. No seu relatório World Economic Outlook (WEO) de Outubro de 2025, o FMI destacou a desaceleração das principais economias mundiais e alertou para riscos como a reavaliação das acções tecnológicas e o enfraquecimento da independência institucional, factores que podem afectar a formulação de políticas económicas. Como resultado, o crescimento global deverá abrandar de 3,3% em 2024 para 3,2% em 2025, e para 3,1% em 2026. As economias avançadas deverão crescer de forma moderada, com uma média de 1,5%, enquanto os mercados emergentes e as economias em desenvolvimento deverão registar um ritmo ligeiramente superior, acima dos 4%. O FMI atribui essa diferença a factores como a margem fiscal, a capacidade de investimento e a dinâmica demográfica. Tendências de inflação e pressões económicas A nível global, as pressões inflacionistas deverão continuar a diminuir, embora a velocidade dessa descida varie. Nos Estados Unidos da América (EUA), a inflação poderá permanecer acima da meta, impulsionada pela forte procura dos consumidores e pelo mercado de trabalho robusto, enquanto outras regiões deverão observar uma evolução mais moderada dos preços. A economia dos EUA: ainda o principal motor global A economia norte-americana continua a ancorar a produção global, sustentada por um mercado de trabalho resiliente e pelo consumo estável das famílias. No entanto, as previsões de crescimento foram revistas em baixa devido às tensões comerciais, ao aperto das condições financeiras e à subida dos preços ao consumidor. Por sua vez, o Produto Interno Bruto (PIB) da China deverá atingir 20,7 biliões de dólares em 2026 — cerca de 35% abaixo do total dos EUA, mas ainda três vezes superior ao da Alemanha. Problemas estruturais, como o envelhecimento populacional e a fraqueza prolongada do sector imobiliário, deverão limitar o crescimento a cerca de 4%, o ritmo mais lento das últimas quatro décadas. Além disso, as tarifas sobre exportações chinesas poderão afectar a produção industrial e as cadeias de abastecimento globais, agravando as perspectivas de crescimento. O papel crescente de África na economia global O continente africano tem atraído crescente atenção internacional, não apenas pelas suas vastas reservas de recursos naturais, mas também pela sua importância crescente na reorganização do comércio global. O PIB total de África deverá atingir cerca de 3,32 biliões de dólares em 2026, reflectindo a continuidade do investimento estrangeiro e uma recuperação gradual após a pandemia. A actividade de investimento tem sido particularmente dinâmica. No primeiro semestre de 2025, a China assinou contratos no valor de 30,5 mil milhões de dólares com países africanos, incluindo grandes projectos de infra-estruturas, como ferrovias na Nigéria e portos no Egipto — quase cinco vezes mais do que no mesmo período de 2024, segundo um estudo da Griffith University e do Green Finance & Development Center. Espera-se ainda um aumento dos fluxos de capital provenientes da Europa, do Médio Oriente e da Ásia, à medida que novas alianças comerciais redefinem as cadeias globais de abastecimento. Riscos e desafios estruturais Apesar da trajectória promissora, África enfrenta desafios significativos. O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) estima que o continente enfrente um défice anual de financiamento em infra-estruturas de cerca de 108 mil milhões de dólares, destacando a necessidade de investimentos sustentados em transportes, energia e conectividade digital. Outros obstáculos persistentes incluem a incerteza política, a escassez de mão-de-obra qualificada, o elevado desemprego jovem e o aumento dos níveis de endividamento. De acordo com as projecções do FMI para 2026, expressas em dólares correntes, estas serão as dez maiores economias do continente: Fonte: Business Insider Africa
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