Cansado dos cortes de energia que o impediam de estudar à noite, Faife, aluno da 11.ª classe na Escola Secundária de Ribáué, província de Nampula, decidiu fintar o destino com um projecto para gerar electricidade com limão e cebola. O jovem, de 21 anos, decidiu assim não se vencer pelas oscilações e cortes de energia eléctrica que assolam o bairro onde vive em Ribáué, a mais de 140 km da capital da província, Nampula, e colocou em prática o que aprendeu nas aulas. Com apenas fio de cobre e alumínio, o jovem montou um circuito simples, capaz de gerar electricidade a partir da reacção química entre o ácido cítrico do limão e as substâncias presentes na cebola. O resultado? Uma luz suficiente para iluminar o seu quarto e permitir continuar a estudar. Trata-se de uma experiência também conhecida por pilha electroquímica caseira, que gera assim uma pequena voltagem, suficiente, por exemplo, para alimentar uma pequena lâmpada LED. Apesar de se tratar de um projecto que, nesta fase inicial, produz apenas energia limitada, o estudante vê um grande potencial pela frente. “Por enquanto, a minha invenção serve apenas para iluminar a casa. Mas sonho em aperfeiçoar o sistema para que possa também alimentar pequenos aparelhos eléctricos, como rádios e carregadores de telemóvel”, afirmou o jovem, citado pela agência de notícias Lusa. Com apenas fio de cobre e alumínio, o jovem montou um circuito simples, capaz de gerar electricidade a partir da reacção química entre o ácido cítrico do limão e as substâncias presentes na cebola. O resultado? Uma luz suficiente para iluminar o seu quarto e permitir continuar a estudar Por outro lado, mais do que uma solução pessoal, o jovem pensa igualmente em expandir o projecto para beneficiar comunidades que ainda vivem sem corrente eléctrica, principalmente nas regiões mais recônditas da província. Entretanto, a falta de recursos e de apoio técnico tem sido um dos principais obstáculos. Mas mesmo assim, o jovem promete continuar firme no propósito de transformar o seu sonho em realidade. “Há muitos lugares que vivem na escuridão. Gostava que a minha ideia ajudasse essas pessoas a terem luz e a melhorarem as suas condições de vida- Se tivesse apoio, poderia testar novos materiais, melhorar o sistema e até criar um protótipo mais resistente e duradouro”, contou.

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