O Presidente da República, Daniel Chapo, garantiu esta quarta-feira (12) que o Governo está a intensificar os esforços para eliminar os raptos e pôr fim ao terrorismo que afecta algumas regiões do País, sublinhando que a paz e a segurança são condições indispensáveis para o progresso económico e social de Moçambique. “Com o terrorismo terminado, com os raptos terminados, com a economia dinâmica e com oportunidades de negócio em ambiente de paz e segurança, nós vamos trazer prosperidade para este país e criar melhores condições de vida para todos os moçambicanos”, afirmou o chefe de Estado, na cerimónia de abertura da 20.ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP), que decorre em Maputo até sexta-feira. Daniel Chapo assegurou que o número de raptos tem vindo a diminuir, mas frisou que o objectivo do Executivo é alcançar um país “zero raptos”, por considerar que este tipo de criminalidade trava o desenvolvimento e afugenta o investimento nacional e estrangeiro. “Vamos continuar a trabalhar dia e noite para que esta redução se torne realidade”, prometeu. Dados divulgados pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) indicam que, nos últimos 12 anos, cerca de 150 empresários foram raptados no País, dos quais uma centena abandonou o território por motivos de segurança. O Presidente da República reiterou igualmente o empenho do Governo no combate ao terrorismo que assola a província de Cabo Delgado desde Outubro de 2017, reafirmando que todos os meios ao dispor do Estado estão a ser mobilizados para restaurar a normalidade. “Não há nenhum país no mundo que se desenvolva sem paz e segurança. Vamos continuar a agir com firmeza e persistência para que o terrorismo também chegue ao fim”, disse. Daniel Chapo afirmou que o Governo não pactua com actos de criminalidade e que está determinado a assegurar que Moçambique se torne num país livre, onde os cidadãos possam viver em segurança “24 sobre 24 horas”. No encerramento da sua intervenção, o chefe de Estado defendeu que esta 20.ª edição da CASP deve marcar um ponto de viragem para o País, lançando as bases de um novo ciclo de desenvolvimento, assente na inclusão, na competitividade e no progresso sustentável. A província de Cabo Delgado, rica em recursos naturais como gás natural, grafite e rubis, tem sido alvo de ataques por grupos armados com ligações ao extremismo desde 2017. Segundo o mais recente relatório do projecto ACLED, mais de 2000 incidentes violentos foram registados desde então, a maioria dos quais atribuídos ao grupo autodenominado Estado Islâmico Moçambique. Durante os três dias da conferência, estão agendadas sessões bilaterais com representantes da União Europeia, Emirados Árabes Unidos, Zona de Comércio Livre Continental Africana e Brasil. Prevê-se ainda a realização do “Market Place”, uma plataforma de encontros para identificação de soluções e oportunidades de negócios entre intervenientes das cadeias de produção, importação, distribuição e fornecimento de matérias-primas. A 20.ª edição da CASP visa fortalecer os compromissos entre o Estado e o sector privado para relançar a economia nacional através de reformas que aumentem a competitividade, promovam o investimento e garantam um crescimento sustentável, inclusivo e resiliente. Texto: Felisberto Rucoa dvertisement
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