O Ministério da Educação e Cultura (MINEDH) anunciou esta terça-feira, 11 de Novembro, que vai reforçar a segurança nas escolas primárias e secundárias durante os exames finais do presente ano lectivo, receando possíveis actos de sabotagem por parte de professores que exigem o pagamento de horas extraordinárias em atraso, informou a agência Lusa. “O que lhe posso garantir é que teremos o apoio das Forças de Defesa e Segurança nas escolas tidas como críticas”, afirmou o porta-voz do Ministério, Silvestre Dava, citado pela comunicação social. De acordo com o responsável, as reivindicações da classe docente centram-se no pagamento das horas-extra em atraso, referentes a dois meses e 18 dias de 2022, todo o ano de 2023 e também todo o ano de 2024, bem como no melhor enquadramento na Tabela Salarial Única (TSU). Estas pendências têm motivado manifestações e ameaças de boicote ao processo de exames, agendados para iniciarem a 20 de Novembro. Silvestre Dava reconheceu a existência de “grupos mais radicais” entre os professores, que poderão tentar prejudicar o decurso normal das provas. Contudo, garantiu que o Governo conta com o apoio da maioria dos docentes, que continuam a desempenhar as suas funções com responsabilidade, mesmo sem o pagamento das verbas em falta. “Há uma boa parte de professores que, apesar de estarem à espera dos seus pagamentos, nunca abdicaram de irem às salas de aula. Estes poderão influenciar positivamente outros colegas a aderirem ao processo dos exames”, sublinhou Silvestre Dava. O Governo assegura estar a trabalhar para resolver as pendências salariais e garantir que o calendário escolar decorra sem sobressaltos. Em Outubro, o Presidente da República, Daniel Chapo, reconheceu publicamente as dificuldades no pagamento das dívidas aos professores, que totalizavam 34,3 milhões de dólares, mas assegurou que o Executivo está a liquidar as dívidas “de acordo com a disponibilidade financeira do Estado.” “Não queremos ‘tapar o sol com a peneira’”, afirmando que o Governo “já resolveu todas as preocupações dos professores. Não estaríamos a ser honestos connosco mesmos”, disse o chefe do Estado, durante a cerimónia de celebração do Dia do Professor, a 12 de Outubro. O reforço da segurança escolar visa, segundo o Ministério, garantir a integridade do processo de avaliação nacional e proteger alunos, professores e infra-estruturas escolares, assegurando que os exames finais de 2025 decorram num ambiente calmo e controlado em todo o País.advertisement
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