advertisemen tAs autoridades da Tanzânia ordenaram a prisão de dez altos dirigentes do principal partido da oposição, o Chadema, no quadro de uma repressão que se seguiu a protestos mortais após as eleições contestadas no país da África Oriental, noticiou a Reuters. Segundo um comunicado da Polícia da Tanzânia, entre os visados ​​estão John Mnyika, secretário-geral do Chadema, Brenda Rupia, porta-voz do partido, e os membros do comité central Godbless Lema e Boniface Jacob. O presidente do partido, Tundu Lissu, impedido de concorrer às eleições, encontra-se detido desde Abril sob acusação de traição. O seu vice, John Heche, está sob custódia policial desde 22 de Outubro sem ter sido formalmente acusado. Já Josephat Gwajima, líder religioso e ex-deputado do partido no poder, que tem criticado o rapto de opositores e defendido reformas eleitorais, também é alvo de um mandado de detenção. A Presidente do país, Samia Suluhu Hassan, declarada vencedora das eleições de 29 de Outubro com quase 98% dos votos, afirmou que o seu Governo usará “todos os meios de segurança disponíveis para manter o país seguro”. O procurador-geral Hamza Johari prometeu ainda promover novas leis rigorosas para conter distúrbios. Organizações como a Amnistia Internacional acusam as autoridades de cometer graves violações dos direitos humanos antes, durante e depois das eleições. O Chadema alega que as forças de segurança mataram mais de mil pessoas durante os protestos, que levaram à imposição de um recolher obrigatório e ao bloqueio do acesso à Internet.

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