A empresa portuguesa de engenharia espacial, a LusoSpace, lançou uma campanha inédita no país, intitulada “O Seu Nome no Espaço”. A iniciativa, como o nome indica, permite que qualquer pessoa inscreva o seu nome para que viaje em órbita, a bordo da nova constelação de satélites, Lusíada. “Cada nome submetido será integrado num ficheiro digital de alta segurança e enviado para órbita, a bordo dos satélites da constelação Lusíada”, explica a empresa em comunicado enviado às redações. A LusoSpace escreve que “quer que todos os portugueses façam parte desta missão e possam chegar ao espaço”, afirmando que a campanha “reforça o compromisso da empresa não só com a inovação e o avanço tecnológico, mas também com a criação de um legado simbólico e emocional para o país”. “Neste projeto queremos que os portugueses estejam e venham connosco deixar um cunho único na conquista do espaço”, reforça Ivo Vieira, CEO da LusoSpace. Para participar tem de seguir a página oficial da LusoSpace no Instagram, Facebook ou LinkedIn, deixar um comentário na publicação da campanha com o nome a “enviar para o espaço” e “identificar quatro pessoas que mereçam fazer parte desta viagem simbólica”. No entanto, reforça a empresa, “o número de participações é limitado”: “Assim que o ficheiro digital atingir a capacidade definida para esta fase da missão, será selado e integrado no processo final de preparação dos satélites”. Missão da LusoSpace vai enviar 12 satélites para o espaço A missão em causa – cujo nome é uma referência direta à celebração dos 500 anos do nascimento de Luís Vaz de Camões – “prepara o lançamento dos primeiros quatro satélites portugueses da sua futura constelação de 12 unidades”. Cada um destes quatro satélites vai ter o nome de uma figura da literatura nacional (Camões, Pessoa, Saramago e Agustina Bessa-Luís), “num tributo à identidade cultural portuguesa e à forma como a ciência e a criatividade nacional caminham lado a lado”. Mas para além disso, e segundo a LusoSpace, a missão, que que conta com “tecnologia avançada AIS (Automatic Identification System) e VDES (VHF Data Exchange System), “vai revolucionar as comunicações marítimas globais”: “desde vigilância e segurança a operações de busca, salvamento e navegação inteligente”. “Estes satélites representam um marco para a engenharia portuguesa e um passo decisivo para posicionar Portugal como referência no setor espacial”, sublinha a empresa espacial. Entre os benefícios técnicos, a LusoSpace enumera “a maior largura de banda e maior integridade dos dados; comunicações bidireccionais entre embarcações e autoridades marítimas; capacidade de detetar comportamentos suspeitos, como desativação de sinais; apoio a operações de emergência, incluindo mensagens de socorro e ações de busca e salvamento; e contributo para a sustentabilidade, com melhor monitorização de pesca IUU (ilegal, não reportada e não regulamentada)”. Leia Também: Paddy Cosgrave considera Polónia o “menino de ouro de uma nova Europa”

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