O Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) fixou-se em 17,43% em Outubro de 2025, revelando uma trajectória descendente há 15 meses consecutivos. A informação foi divulgada pela Lusa e consta de um comunicado do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola. Segundo os dados, “este é o nível mais baixo da inflação desde Outubro de 2023 (16,58%), representando uma queda de 11,74 pontos percentuais em relação ao mesmo mês de 2024 (29,17%) e de 0,73 pontos percentuais face a Setembro de 2025 (18,16%)”. A classe da saúde registou o maior aumento dos preços (20,86%), seguida de transportes (20,39%), bens e serviços diversos (19,06%) e bebidas alcoólicas e tabaco (17,93%). A categoria de alimentação e bebidas não alcoólicas contribuiu com 10,72 pontos percentuais. O documento descreve que, por províncias, Cabinda apresentou a maior taxa de inflação (29,64%), enquanto Luanda registou a menor do país com 15,63%. Recentemente, a consultora britânica Oxford Economics reviu em alta a previsão de inflação para Angola, prevendo uma subida de 20,8% nos preços este ano, essencialmente devido aos efeitos da retirada dos subsídios aos combustíveis nos transportes. “Os cortes nos subsídios aos combustíveis por parte do Governo contrariaram o processo de desinflação, aumentando os preços dos transportes em Julho e Agosto. Como tal, revimos a nossa projecção para a inflação média em 2025 de 17,2% para 20,8%, para ter em conta o abrandamento do ritmo da desinflação”, lê-se na nota enviada aos clientes. Na análise, o departamento africano da Oxford Economics vinca que a subida dos preços continuará a abrandar, mas não o suficiente para se registar uma descida. “As taxas de inflação mais baixas registadas em Agosto corroboram a nossa projecção de que o crescimento dos preços continuará a abrandar em 2025. O recente início dos projectos petrolíferos Begónia e CLOV3 dará um ligeiro impulso à produção e às exportações de petróleo, o que aliviará a pressão sobre a taxa de câmbio de Angola, travando assim as potenciais pressões inflacionistas”, escrevem os analistas, prevendo que a taxa de câmbio fique à volta de 917 kwanzas por dólar.

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