O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) aprovou, por 75% dos votos, o acordo com o consórcio Newtour/MS Aviation, o que abre caminho para a privatização da Azores Airlines. “Os pilotos fizeram tudo ao seu alcance para construir soluções e não aceitarão ser responsabilizados por um eventual falhanço do processo”, refere Frederico Saraiva de Almeida, vice-presidente do SPAC.


O acordo era uma das principais barreiras para que a venda da transportadora aérea avançasse. O consórcio, integrado pelo gestor português Carlos Tavares, terá agora de apresentar uma proposta vinculativa até 10 de novembro para a compra da empresa.


Caso a proposta não seja aceite, o governo regional dos Açores passará para uma negociação particular, numa última tentativa para alienar a maioria do capital. A alternativa é o fecho da empresa, admitiu o secretário regional das Finanças, Duarte Freitas.     


O acordo com os pilotos foi fechado após meses de negociações. O comunicado refere que o entendimento alcançado “assegura a proteção integral dos postos de trabalho “ e que “prevê ainda medidas de perfil estritamente temporário, com prazos definidos, metas objetivas e mecanismos de monitorização conjunta e auditoria sob tutela do SPAC, garantindo transparência e controlo em todas as fases da execução”.


O SPAC acrescenta ainda que “o resultado agora alcançado é fruto de um trabalho intenso, disciplina negocial e profissionalismo por parte do SPAC e dos seus associados, que souberam apresentar soluções credíveis face a um processo complexo e exigente”.


O sindicato apela ainda “às restantes partes envolvidas no processo de privatização para que mantenham idêntico espírito de empenho e compromisso, assegurando a concretização do processo no melhor interesse da companhia, dos trabalhadores e da Região Autónoma dos Açores”.

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