O Governo anunciou nesta sexta-feira, 7 de Novembro, ter assinado um acordo para prolongar a concessão do Terminal Internacional Rodoviário de Ressano Garcia, a principal fronteira do País que liga à África do Sul, para melhorar a competitividade no Corredor de Maputo e aumentar as receitas fiscais. “Está a decorrer um grande investimento no Corredor de Maputo. Estamos a falar de quase dois mil milhões de dólares que estão a ser investidos na ampliação do porto de Maputo, na melhoria na Estrada Nacional Número 4 (N4) e também na linha férrea, sendo que agora vamos avançar para implementação do posto de paragem única”, sublinhou o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe. O governante acrescentou que estes trabalhos vão contribuir para a geração de empregos, eficiência das infra-estruturas e para o aumento de receitas fiscais, sublinhando que a concessão foi feita à empresa Gestão de Terminais de Serviços Aduaneiros (GTSA), responsável pela operação do terminal de cargas e pelos controlos fronteiriços em Ressano Garcia, província de Maputo, sul do País. A GTSA deverá efectuar melhorias no sistema de circulação na área fronteiriça, com o aumento do número de faixas de rodagem e construção de um viaduto para o desvio de acesso ao Terminal Internacional de Mercadorias de Ressano Garcia, bem como a criação de uma nova saída do terminal para a melhoria do fluxo e eficiência na gestão de camiões. Recentemente, o Banco de Desenvolvimento da África Austral (DBSA) fez saber que estava a considerar um financiamento adicional de 1,8 mil milhões de meticais (30 milhões de dólares) para melhorar a linha ferroviária que liga o porto de Maputo à África do Sul. Este investimento faz parte de um plano mais amplo de expansão e modernização do corredor de Maputo, uma rota estratégica de exportação para a África Austral. A possível injecção de capital do DBSA visa apoiar melhorias significativas na infra-estrutura ferroviária existente, aumentando a capacidade de transporte de carga e tornando o corredor mais competitivo para os exportadores. Estas melhorias incluem a compra de novas locomotivas e vagões, bem como o reforço das condições da linha férrea, o que poderá contribuir para uma operação mais eficiente e segura. Este potencial financiamento adicional surge no contexto de um investimento já em curso no corredor. De acordo com a informação, em Fevereiro, um consórcio liderado pela DP World, em parceria com os Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM), assinou um acordo com o Governo para estender a concessão do porto até 2058. O acordo inclui um investimento de mais de 122 mil milhões de meticais para aumentar a capacidade do porto de 37 milhões para 54 milhões de toneladas por ano.advertisement
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