
A Equipa de Robótica do Instituto dos Pupilos do Exército conseguiu um “histórico” 25.º lugar (entre 190 países) na competição internacional de robótica FIRST Global Challenge, que decorreu entre 29 de outubro e 1 de novembro, no Panamá. De acordo com um comunicado enviado esta semana ao Notícias ao Minuto, a equipa era constituída por cinco alunos dos Pupilos do Exército, com idades entre os 15 e os 17 anos, do 10.º ao 12.º ano do Curso Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos. A nota dá conta de que o grupo representou Portugal com “elevado nível técnico, espírito de equipa e sentido de responsabilidade”. Note-se que o Instituto dos Pupilos do Exército é um estabelecimento público militar de ensino, sediado em Lisboa e tutelado pelo Exército Português, que ministra o 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico e o Ensino Secundário Profissional. A oferta assenta numa formação integral de matriz técnica, científica e tecnológica, aliada a valores de disciplina, rigor, cidadania e serviço ao País, garantindo dupla certificação e preparando os jovens para o prosseguimento de estudos no Ensino Superior e para uma integração qualificada no mercado de trabalho. O projeto colocou estes alunos num lugar “histórico” O Exército Português explicou que as equipas “tinham de superar o desafio de conceber um robot capaz de atuar com eficácia num cenário complexo de recuperação de ecossistemas, removendo barreiras, manipulando diferentes elementos de jogo, introduzindo ‘unidades de biodiversidade’ de forma precisa e equilibrada e assegurando, no final, a elevação segura do próprio robot para maximizar a pontuação da aliança”. Por forma a cumprir estes objetivos, os robots usados foram “integralmente projetados com base no kit oficial FIRST Global 2025 (REV Robotics), utilizando um único sistema de controlo (Control Hub, Expansion Hub e bateria 12 V), sem alterações aos motores, servos ou componentes eletrónicos, e respeitando o limite dimensional inicial de 50x50x50 cm, garantindo igualdade de condições entre todas as equipas”. Cada projeto integrou soluções mecânicas otimizadas para recolha, transporte e deposição de peças, sistemas de elevação e mecanismos de interação com os elementos do campo, apoiados por programação robusta, teleoperada e com automatismos dedicados para melhorar tempos de resposta, estabilidade e eficiência, observando critérios rigorosos de segurança, robustez estrutural e fiabilidade técnica”, detalha o Exército. Posto isto, e neste contexto, a mesma fonte refere que o trabalho em equipa “entre os seis países que partilham o campo é tão determinante como o desempenho dos próprios robôs”, e aponta: “Antes de cada partida, os capitães reúnem-se para definir a estratégia conjunta e atribuir missões específicas, como a recolha de ‘unidades de biodiversidade’, remoção de obstáculos, elevação final, entre outras, em função das capacidades de cada robô”. Posteriormente, em campo, cada equipa organizou-se com um capitão e “um ou dois condutores, assegurando coordenação, comunicação e execução rigorosamente alinhadas com a estratégia comum da equipa”. Veja as imagens na galeria acima. Leia Também: ULS São José lidera robótica com mais de 2.800 cirurgias desde 2019
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