O grupo IAG está a olhar com atenção para a potencial compra da TAP. Anunciando lucros de 2,7 mil milhões de euros até setembro, o que representa um aumento de 15,15% face ao período homólogo e assumindo um aumento de liquidez nos próximo anos, a dona da Iberia e da British Airways volta, em declarações aos analistas, a admitir estar a olhar para a aquisição da companhia portuguesa. O tema da TAP foi evocado duas vezes durante a conferência com analistas, após divulgar os resultados do terceiro trimestre, mas a resposta direta só chegou uma vez. “Continuamos a olhar para fusões e aquisições (M&A) no horizonte, nomeadamente a TAP”, disse Luis Gallego, CEO do grupo de aviação. E ponderam avançar? “Talvez, possivelmente”, atirou o CEO entre risos, não dando abertura para os analistas saberem se a manifestação de interesse já foi entregue junto da Parpública, ou se estará para breve. O prazo para manifestar interesse na compra de uma posição minoritária de, pelo menos, 44,9% tem de ser feita até 22 de novembro. O CEO e o diretor financeiro, Nicholas Cadbury, admitiram, no entanto, que nos próximos anos vão conseguir aumentar o capital disponível no grupo, ou seja, vão ter mais liquidez disponível, o que pode potenciar negócios de M&A. É este capital que pode fazer com que a dona da Iberia avance para a aquisição da companhia aérea portuguesa. Os grupos concorrentes na compra da TAP – Air France-KLM e Lufthansa – têm vindo a reiterar, repetidamente, o interesse pela transportadora lusa. De facto, Benjamin Smith foi o último a pronunciar-se, assegurando que o grupo Air France-KLM vai avançar com a entrega da manifestação de interesse até ao final do mês.

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