advertisemen tO Governo cabo-verdiano aprovou o Programa de Acção Climática e Ambiental, com duração de três anos e orçamento de aproximadamente 6,8 milhões de euros para fazer face às consequências de alterações do clima, noticiou a Lusa. O objectivo é “aumentar a resiliência climática e promover a sustentabilidade ambiental, incentivando uma gestão integrada dos recursos naturais e garantido a segurança alimentar e hídrica”, lê-se no Boletim Oficial de quarta-feira. O plano surge como uma solução estratégica para “mitigar os impactos negativos” e “transformar desafios em oportunidades, fortalecendo a participação das comunidades em acções de adaptação”. As intervenções incluem conservação de solos e água, construção e recuperação de infra-estruturas hidroagrícolas, reflorestação, manutenção de áreas protegidas e sensibilização comunitária. A coordenação ficará a cargo do Ministério da Agricultura e Ambiente, em articulação com outros ministérios, delegações regionais e associações locais. Um comité acompanhará semestralmente a execução das actividades. O programa está alinhado com os compromissos internacionais de Cabo Verde, nomeadamente com o Acordo de Paris: a lista de Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC) e o Relatório Bienal de Transparência (BTR). O primeiro define os compromissos do país para limitar o aumento da temperatura a 1,5 graus até 2100, e o segundo avalia, de dois em dois anos, o cumprimento dessas metas. Um relatório sobre clima e desenvolvimento, elaborado este ano pelo Banco Mundial, indica que, sem acções concretas, Cabo Verde poderá enfrentar perdas económicas de 3,1% a 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2050, afectando principalmente a agricultura e aumentando a dependência de importações.
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