advertisemen tO Governo malauiano está a aplicar restrições à exportação de milho devido à previsão que um quinto da população enfrentará uma situação de fome, em consequência da colheita abaixo da média. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (6) pelo Executivo. As medidas baseiam-se numa lei de 2018 que regula a importação e exportação de bens, incluindo o milho, segundo informou a Reuters, citando um comunicado do Ministério do Comércio do país. “Esta restrição mantém-se em vigor como parte dos esforços contínuos do Governo para salvaguardar a segurança alimentar nacional, manter a estabilidade dos preços e proteger os meios de subsistência da maioria dos malauianos que dependem do milho como alimento básico”, declarou o Ministério. O Maláui colheu 2,9 milhões de toneladas métricas de milho este ano, face a uma necessidade nacional estimada em 3,7 milhões de toneladas, segundo a Rede de Sistemas de Aviso Prévio de Fome dos Estados Unidos (FEWS NET), citando o Ministério da Agricultura do país. Cerca de quatro milhões de pessoas poderão enfrentar fome entre agora e a próxima colheita, em Março de 2026, de acordo com um relatório governamental sobre segurança alimentar divulgado em Outubro. Os preços médios do milho no país da África Austral aumentaram pelo menos 50% no último ano, segundo a Classificação Integrada das Fases de Segurança Alimentar — uma iniciativa que envolve agências das Nações Unidas e instituições de assistência social. As agências de ajuda humanitária, como o Programa Alimentar Mundial (PAM), deverão lançar este mês operações de assistência nos distritos malauianos com maiores défices alimentares, informou um porta-voz do PAM. No entanto, o programa enfrenta um défice orçamental de 69 milhões de dólares para atingir a meta de distribuição alimentar. O Maláui encomendou 200 mil toneladas de milho à Zâmbia para ajudar a colmatar o défice de cereais.
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