Marcelo Rebelo de Sousa discursava em inglês, no Museu Nacional dos Coches, em Lisboa, durante um encontro com ‘startups’ que vão participar na 10.ª edição da Web Summit, na próxima semana, perante Paddy Cosgrave, cofundador e presidente executivo desta cimeira tecnológica. “O Paddy realmente trouxe a revolução para Portugal”, afirmou o chefe de Estado. “Foi uma revolução em Portugal. Às vezes nós não temos a noção daquilo que muda, mas mudou imenso o panorama económico português”, reforçou. O Presidente da República referiu que nestes anos o peso do digital na economia cresceu “cada vez mais”, surgiu regulamentação em Portugal antes de noutros países da Europa e o número dos chamados unicórnios, ‘startups’ avaliadas em mil milhões de dólares, foi aumentando e são atualmente sete, podendo surgir mais três nos próximos anos. “Para um pequeno país, de dez milhões, uau”, comentou o chefe de Estado, acrescentando: “Claro, muito devido aos imigrantes. Eu reconheço isso. Talvez, por enquanto, seja minoria, mas reconheço”. Marcelo Rebelo de Sousa destacou oa “plena expansão” do Brasil, “como país, como povo, como digital” e a chegada de brasileiros a Portugal nos últimos anos: “Eram 180 mil, agora são 600 mil. E não se pode pará-los, o que é bom”. “Depois, os asiáticos. Os asiáticos estavam a mudar o mundo. Os asiáticos e a Ásia, as diferentes Ásias”, prosseguiu. Com o secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, também presente neste encontro, o Presidente da República realçou que a Web Summit teve apoio de governos e executivos municipais mais à esquerda e mais à direita. Marcelo Rebelo de Sousa prometeu aparecer “de surpresa” na edição deste ano desta cimeira tecnológica em Lisboa, que decorrerá entre segunda e quinta-feira da próxima semana. No fim do encontro, em declarações aos jornalistas, o chefe de Estado considerou que este “foi um daqueles casos em que houve um acordo de regime”. Nos termos de um contrato assinado em 2018 com o Governo e a Câmara Municipal de Lisboa, a Web Summit comprometeu-se a manter-se na capital portuguesa por mais dez anos e a não realizar eventos concorrentes na Europa durante este período, recebendo em contrapartida 11 milhões de euros por cada edição. No total, o financiamento é de 110 milhões de euros, dos quais 80 milhões provenientes do Estado português, repartidos entre 2019 e 2028. Leia Também: Marcelo defende: “Há grande estabilidade no sistema político português”

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