A Caixa Geral de Depósitos (CGD) pediu um reforço da sua quota na garantia pública no crédito à habitação, revelou o CFO do banco, António Valente, na apresentação dos resultados. O banco público já concedeu 1,3 mil milhões de euros em crédito à habitação ao abrigo do regime da garantia do Estado. São 6.650 operações contratadas. Mas o número de pedidos é muito superior: já são 12.800 no valor de 2,5 mil milhões de euros. A carteira de crédito da CGD aumentou 3,3 mil milhões de euros para 51 mil milhões até setembro com a ajuda dos particulares (mais de 2 mil milhões, quase todos – 1,9 mil milhões – garantidos pelo crédito à habitação. Os novos empréstimos para comprar casa, aliás, dispararam 49%. A carteira de crédito à habitação alcançou quase 27,5 mil milhões de euros, num aumento de 10%. O “Loan-To-Value” médio é de 60%. No lançamento da garantia pública de apoio aos jovens, o ministério das Finanças atribuiu à CGD uma quota de 257 milhões de euros. Note-se que este é o valor da garantia propriamente dita e não do volume de crédito, que é tipicamente 6,6 vezes superior. A garantia corresponde, na vasta maioria dos casos, a 15% do valor financiado. Ao abrigo deste regime, o Estado garante até 15% do valor do imóvel. Assumindo que esse valor percentual foi atingido nas operações concedidas ao abrigo deste regime, aos 800 milhões concedidos pela Caixa corresponde um valor de aproximadamente 120 milhões de euros. O que é quase metade (47%) da quota atribuída ao banco público.

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