A multinacional sul-africana Sasol, que actua na exploração e produção de petróleo e gás, realizou esta terça-feira, 4 de Novembro, o carregamento experimental do primeiro lote de gás de petróleo liquefeito (GPL), conhecido como gás de cozinha, produzido em território moçambicano. O feito marca um passo histórico para o sector energético nacional e reforça o papel da empresa na industrialização do País.
O carregamento ocorreu no âmbito das actividades de comissionamento da nova Fábrica de Processamento Integrado (IPF, sigla em inglês), localizada no distrito de Inhassoro, província de Inhambane. A unidade representa um marco importante para Moçambique, simbolizando o compromisso da Sasol em contribuir para o desenvolvimento económico e energético nacional.
Segundo um comunicado de imprensa da empresa, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM), o gás será processado na IPF, considerada uma das unidades mais modernas do género em África, e destina-se ao abastecimento do mercado interno. A produção nacional de GPL surge como alternativa às importações, garantindo um fornecimento mais previsível e sustentável.
A infra-estrutura tem capacidade para produzir até 30 mil toneladas de GPL por ano, volume suficiente para reduzir cerca de 70% as importações do produto. Com isso, o mercado interno poderá beneficiar de maior estabilidade no fornecimento e de preços mais equilibrados para o consumidor moçambicano.
O êxito do carregamento experimental representa um passo decisivo no processo de comissionamento da IPF, cuja inauguração oficial está prevista para breve. Este marco confirma o avanço técnico e operacional da Sasol em Moçambique, consolidando a empresa como um actor estratégico no sector energético do País.
De acordo com o director-geral da Sasol em Moçambique, Ovídio Rodolfo, “este primeiro carregamento de gás de cozinha representa a concretização de mais um passo na monetização do gás natural dentro do País, permitindo criar maior valor para o mercado nacional.” O dirigente sublinhou que a produção interna reforça a independência energética de Moçambique.
O GPL é produzido a partir do gás natural extraído dos reservatórios de Inhassoro e Govuro, dois distritos localizados na província de Inhambane, no sul de Moçambique, através de um processo industrial de separação e tratamento que gera um combustível limpo, seguro e eficiente. O projecto PSA, operado pela Sasol Petroleum Mozambique, inclui ainda a produção de cerca de 4000 barris de petróleo leve por dia e 23 petajoules (PJ) de gás natural, unidade que mede a quantidade de energia.
Parte deste gás destina-se à geração de 450 megawatts de electricidade na Central Térmica de Temane (CTT). Com este avanço, Moçambique junta-se ao grupo restrito de países africanos que processam internamente os seus hidrocarbonetos. Em parceria com o Governo e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, a Sasol reafirma o seu compromisso com o crescimento industrial e o fortalecimento do sector energético nacional.
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