advertisemen tO representante residente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Olamide Harrison, destacou que “a diversificação económica começa com uma base sólida”, referindo-se à estabilidade da máquina económica, ao acesso ao crédito e ao investimento em educação, formação profissional e inovação. “Diversificar é investir nas pessoas”, afirmou, sublinhando que só com estes pilares será possível criar um crescimento económico sustentável e preparar os jovens para os desafios da transformação tecnológica global. O responsável falava esta quarta-feira, 5 de Novembro, durante o Make the MOVE, um encontro anual promovido pela Girl MOVE Academy, que celebra a liderança feminina e promove o diálogo entre gerações sobre inovação social e desenvolvimento sustentável. O evento reuniu jovens líderes, académicos e representantes de instituições nacionais e internacionais para debater caminhos de transformação social e económica em Moçambique. A Girl MOVE Academy é uma academia de liderança e inovação social que, há mais de uma década, capacita e conecta jovens mulheres moçambicanas para conduzirem soluções transformadoras para o País. Deste trabalho nasceu o movimento das Girl MOVERS, composto por mais de 300 jovens líderes que aplicam conhecimento, visão e propósito para gerar impacto real nos sectores estratégicos do desenvolvimento nacional. Este ano, a décima turma vai graduar 36 novas Girl MOVERS.advertisement Para Olamide Harrison, o fortalecimento das economias africanas depende também do diálogo entre gerações e do envolvimento da juventude nos espaços de decisão. “Temos de investir na educação, na formação profissional e na inovação. São absolutamente fundamentais e, a meu ver, com o investimento nestes pilares, daremos vida aos empreendedores”, defendeu, acrescentando que a juventude deve reflectir diariamente sobre o impacto das novas tecnologias nas suas vidas e carreiras. O representante do FMI alertou ainda para os riscos associados à Inteligência Artificial, afirmando: “Não estamos a prestar atenção suficiente às implicações para a juventude”. Segundo disse, o avanço tecnológico poderá reduzir oportunidades de industrialização e emprego, mas também criar novos espaços de desenvolvimento. “Quem souber usar essas ferramentas será mais capaz de lidar com o mundo em que estamos a entrar”, advertiu. O reitor da Universidade Pedagógica (UP) e mentor de carreira na Girl MOVE Academy, Jorge Ferrão, recordou o percurso do projecto desde a sua fundação. “Em 2013, falávamos nesta ideia de criar uma academia de jovens mulheres. Hoje, sinto que foram elas as minhas mentoras”, confessou. O reitor da UP elogiou a força do movimento e o seu contributo para unir o País através da partilha de valores, liderança e solidariedade. “Temos de investir na educação, na formação profissional e na inovação. São absolutamente fundamentais e, a meu ver, com o investimento nestes pilares, daremos vida aos empreendedores”Olamide Harrison O académico defendeu que as escolas devem ser espaços alegres e acolhedores, capazes de motivar professores e alunos e de formar cidadãos comprometidos com o desenvolvimento nacional. “Um sistema com 11 milhões de crianças precisa de, pelo menos, um milhão de professores, e nós temos apenas 160 mil”, alertou, sublinhando que a falta de motivação docente e a ausência de tecnologia nas escolas comprometem o futuro da educação. Jorge Ferrão considerou que a mudança deve ser geracional e sustentada por uma nova visão de ensino. “Quando as escolas são infelizes, não podem produzir resultados. A transformação começa com a valorização dos professores e com a criação de um ambiente de aprendizagem inspirador”, afirmou, defendendo o reforço do papel da escola como espaço de afecto e cidadania. A presidente da Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) na cidade de Maputo e uma das Girl MOVERS 2025, Celita Matsena, de 23 anos, partilhou a sua trajectória de liderança e superação como integrante da turma deste ano. “Nós somos parte da solução. Somos mulheres, líderes, moçambicanas e convictas das nossas capacidades”, afirmou. Para a jovem, o movimento Girl MOVE é uma força colectiva que inspira transformação: “Trinta e seis mulheres por ano mudam comunidades; 300 são capazes de mudar uma cidade. Agora queremos transformar Moçambique”, concluiu. Texto: Florença Nhabindea dvertisement

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