Tecnológicas voltam a pressionar Europa. ASML desliza 2%


Os principais índices europeus arrancaram mais uma sessão no vermelho, acompanhando um movimento de “sell-off” que se iniciou na terça-feira e que arrastou as praças globais para grandes perdas. Os investidores continuam apreensivos em torno de uma possível sobreavaliação das ações ligadas ao setor tecnológico, ao mesmo tempo que aproveitam os mais recentes máximos históricos para procederem com a tomada de mais-valias. 


A esta hora, o Stoxx 600 recua 0,39% para 568,35 pontos, afastando-se ainda mais dos valores recorde que atingiu no final de outubro, nos 577,68 pontos. O setor tecnológico continua a figurar entre os que mais perde esta manhã, desvalorizando mais de 1,2%, acompanhado ainda pelo setor dos bens de consumo.


“Na Europa, os principais índices falharam repetidamente em ultrapassar níveis de resistência e estão a mover-se para o limite inferior da sua atual faixa de negociação – o que não é um bom sinal”, antecipa Alexandre Baradez, analista-chefe de mercados da IG, à Bloomberg. As quedas registadas esta quarta-feira no Velho Continente seguem-se a uma sessão particularmente penosa nas praças asiáticas, com Tóquio e Seoul a observarem quedas superiores a 2%. 


O cenário de “sell-off” acabou por ser ainda mais agravado com os comentários dos CEO de gigantes de  Wall Street. Tanto o diretor-executivo do Morgan Stanley como o do Goldman Sachs vieram a público questionar se estas grandes avaliação eram sustentáveis no curto prazo, exacerbando o clima de nervosismo entre os investidores. Os principais índices norte-americanos encerraram a sessão de ontem no vermelho, com o Nasdaq a cair mais de 2% – e os futuros a indicar que, esta quarta-feira, a tendência de queda deverá manter-se. 


Voltando à Europa, entre as principais movimentações de mercado, a ASML cai 1,96% para 900 euros, tendo chegado a desvalorizar cerca de 2,5%, estando a ser castigada por um recuo na exposição das carteiras dos investidores às fabricantes de semicondutores – tecnologia essencial para a inteligência artificial. 


Já a Pandora cede 3,03% para 787,60 coroas dinamarquesas, depois de a empresa ter cortado o seu “guidance” de receitas para o resto do ano e ter apresentado um crescimento abaixo do esperado no terceiro trimestre de 2025. Os analistas antecipavam que as vendas comparáveis da empresa crescessem 3% entre julho e setembro, mas acabaram por acelerar apenas 2%. Já para o resto do ano, a Pandora antecipa um crescimento entre os 3-4%, abaixo dos 4-5% anteriormente previsto. 


Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perde 0,63%, o espanhol IBEX 35 cede 0,71%, o francês CAC-40 desliza 0,33%, o neerlandês AEX cai 0,33%, enquanto o britânico FTSE 100 perde 0,11% e o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,26%. 

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