a d v e r t i s e m e n tO Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta terça-feira (4) ter chegado a um acordo técnico com o Governo de Cabo Verde para novos desembolsos no âmbito dos programas de apoio ao arquipélago, informou a Lusa.
As autoridades cabo-verdianas “alcançaram acordos de nível técnico sobre a 7.ª revisão do Programa de Crédito Alargado (ECF, em inglês) e sobre as 3.ª e 4.ª revisões do Programa Resiliência e Sustentabilidade (RSF, em inglês)”, anunciou o chefe da missão do FMI, Martin Schindler, numa conferência de imprensa, na Praia.
Após aprovação do conselho executivo do FMI, “serão desembolsados aproximadamente 3,23 milhões de dólares relativos ao ECF, enquanto as revisões da RSF equivalem a cerca de 10,7 milhões de dólares”, detalhou o responsável, acrescentando que as reformas no âmbito da RSF “estão em progresso e espera-se que as três medidas previstas para esta revisão sejam concluídas.”
Segundo referiu, as perspectivas económicas de Cabo Verde continuam sólidas e o FMI mantém a previsão de “crescimento de 5,2% para este ano, com a inflação a convergir para cerca de 2%, em linha com a média da zona euro”.
“A força do turismo pode impulsionar ainda mais o crescimento”, destacou.
Por sua vez, o director-executivo do Fundo, André Roncaglia, afirmou que “Cabo Verde dá uma demonstração exemplar de uma sociedade estável, com inflação controlada, taxas de juro baixas, excedente fiscal e uma dívida em queda.”
Já o vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, com a tutela da Economia e Finanças, prometeu empenho: “Queremos continuar a trabalhar, empreendendo as reformas estruturais para que Cabo Verde possa duplicar o seu potencial de crescimento económico”, frisou, numa alusão a reformas “nos transportes, energia, diversificação da economia e capital humano.”
“Nós crescemos, hoje, entre 5% e 6%, mas penso que todos nós gostaríamos de crescer a taxas perto de dois dígitos, entre 10% e 12%. Para que isso aconteça, temos de continuar com o ímpeto reformista, concluiu.
A linha de crédito ECF foi aprovada em Junho de 2022, alargada até Dezembro de 2026, para um total de 70 milhões de dólares, prevendo desembolsos periódicos alinhados com um programa para fortalecer as finanças públicas e colocar a dívida numa trajectória descendente, reduzir os riscos orçamentais decorrentes das empresas públicas e melhorar a gestão financeira.
O programa RSF, aprovado no final de 2023, com um total a rondar 31 milhões de dólares, também com desembolsos periódicos, destina-se a apoiar a resiliência face às alterações climáticas com captação de investimento externo e reformas governamentais.
Painel