Mais de 700 trabalhadores da empresa Dingsheng Minerals, de capitais chineses, entraram na segunda-feira, 4 de Novembro, em greve no distrito de Chibuto, província de Gaza, exigindo contratos justos e aumentos salariais, informou a Agência de Informação de Moçambique.
Segundo o órgão, a Dingsheng Minerals dedica-se à exploração de areias pesadas, possuindo uma fábrica orçada em 700 milhões de dólares (59,6 mil milhões de meticais), instalada numa área de três mil hectares e equipada com duas linhas de produção capazes de processar 10 mil toneladas de minerais por dia, sobretudo minérios de titânio.
As areias pesadas são depósitos ricos em minerais de elevada densidade, como ilmenite, zircão e rutilo, amplamente utilizados em indústrias de cerâmica e pigmentos.
De acordo com os grevistas, a empresa não actualizou os salários após o aumento do salário mínimo nacional decretado no mês passado, e tem-se mostrado inflexível quanto à revisão das condições contratuais.
“Reunimo-nos com a direcção da empresa para perceber o motivo do não ajustamento salarial, mas a resposta foi que não haveria aumento porque os salários actuais já estão acima do valor decretado pelo Governo”, afirmou um trabalhador citado pelo jornal O País.
Os trabalhadores denunciam ainda más condições laborais e falta de equipamentos de segurança, que colocam em risco a sua integridade física. “Não temos equipamento de protecção, nem sequer luvas”, lamentou outro funcionário.
Os grevistas garantem que não retomarão às actividades enquanto a empresa não responder às suas reivindicações e não melhorar as condições de trabalho no local.
Até ao momento, a direcção da Dingsheng Minerals ainda não se pronunciou publicamente sobre a paralisação laboral, que está a afectar a produção de areias pesadas num dos principais projectos industriais da província de Gaza.
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