a d v e r t i s e m e n tO Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou esta terça-feira, 4 de Novembro, que a retirada de Moçambique da lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI) representa o resgate da confiança dos investidores estrangeiros e o reconhecimento dos esforços conjuntos do Estado na construção de um sistema financeiro sólido e transparente, informou a agência Lusa.

“Esta decisão reconhece o esforço conjunto do Estado, de cada um de nós, aqui presentes, e não só, na consolidação de um sistema financeiro robusto, transparente e confiável a nível internacional, elementos que são fundamentais para o crescimento do turismo e dos negócios em geral em Moçambique”, declarou o chefe do Estado, falando na cidade de Vilanculos, província de Inhambane, durante o encerramento da primeira cimeira de turismo de Moçambique.

Daniel Chapo sublinhou que o País deve agora aproveitar este novo estatuto para reforçar a credibilidade junto dos parceiros nacionais e internacionais, públicos e privados, bem como perante os mercados financeiros internacionais.a d v e r t i s e m e n t

“Com esta retirada, a União Europeia, que havia colocado Moçambique como país de risco a investimentos, já nos retirou dessa lista”, adiantou.

Moçambique integrava, desde 2022, a lista cinzenta internacional de branqueamento de capitais do GAFI, o que representava um obstáculo ao investimento estrangeiro e à cooperação financeira. O Governo anunciou em meados deste ano que já havia cumprido todas as 26 acções do plano de recomendações exigidas pelo organismo, garantindo a sua conformidade com os padrões internacionais.

A ministra das Finanças, Carla Loveira, havia declarado em 16 de Junho que o cumprimento integral dessas acções levou o GAFI a reconhecer “a capacidade das instituições moçambicanas em prevenir e combater o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo”.

Em Setembro, Moçambique recebeu uma missão de avaliação do GAFI, considerada determinante para o processo de verificação final, culminando na retirada oficial do País da lista no dia 24 de Outubro.

No dia 29 de Outubro, a União Europeia reconheceu formalmente os progressos alcançados pelo País nos últimos três anos, confirmando que será igualmente removido da lista europeia de jurisdições de risco, após a conclusão das etapas processuais internas da UE.

Para o chefe do Estado, este resultado constitui “uma vitória colectiva” e um passo decisivo para o fortalecimento da imagem de Moçambique no cenário económico internacional. “Devemos preservar este estatuto, consolidando práticas de boa governação e transparência para assegurar o desenvolvimento sustentável do País”, concluiu Daniel Chapo.a d v e r t i s e m e n t

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