advertisemen tO Fundo Monetário Internacional (FMI) e Governo do Maláui iniciaram nesta segunda-feira (3), em Lilongwe – capital do país -, uma ronda negocial para procurarem consensos para uma possível retoma do financiamento através da Linha de Crédito Ampliada. O FMI encerrou o seu programa de crédito ampliado de quatro anos com o Maláui em Maio de 2025, devido à incapacidade do Governo em aderir às medidas de restrição acordadas e à dívida externa insustentável. O país só conseguiu aceder a uma pequena parte do financiamento de 175 milhões de dólares, antes do encerramento. Nas negociações que terão a duração de cinco dias, o pano de fundo será o fim da fixação da taxa de câmbio, para que seja mais flexível e determinada pelo mercado que, no caso do Maláui, pode ser amplamente alcançada através da desvalorização e posterior flutuação para ajudar a sustentar a estabilidade macroeconómica. Para o credor multilateral, esta medida auxiliaria a economia a absorver choques enquanto reconstrói as suas reservas cambiais. Contudo, o Governo de Peter Mutharika alega que tal medida poderia elevar drasticamente os preços e agravar a inflação. O Fundo também está pressionando pelo ajuste fiscal focado na receita, a fim de começar a estabelecer credibilidade, fortalecer a equidade e a auto-suficiência, controlar os gastos, reduzir as vulnerabilidades da dívida pública e apoiar o investimento e a desinflação. A instituição já exigiu a implementação completa do Sistema Integrado de Gestão Financeira e Informação em todas as agências governamentais, a redução das distorções na economia, a adopção de um regime fiscal rigoroso para a mineração, a eliminação de encargos regulatórios, a implementação das recomendações de salvaguarda no banco central do país e a continuidade das reformas de governança e transparência. O analista económico Sylvester Malumba afirmou que estas condições rigorosas devem ser esperadas pelos malauianos, pois o apoio do órgão monetário internacional vem acompanhado de metas de reforma que precisam de ser cumpridas. Uma dívida pública equivalente a quase 88% do seu Produto Interno Bruto (PIB) dificulta a obtenção de uma trajectória macroeconómica sustentável para o país. O encontro em Maláui acontece pouco tempo depois de o FMI ter mantido “conversações produtivas” com o novo Governo do Maláui durante as suas reuniões anuais em Washington. Fonte: Rádio Moçambique

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