advertisemen tA empresa africana de mobilidade eléctrica Spiro – apoiada pelo Banco Africano de Importação e Exportação (Afreximbank) – vai investir 100 milhões de dólares na expansão da produção de motorizadas eléctricas no Quénia, Nigéria, Ruanda e Uganda, apoiando o panorama da mobilidade verde em África. Segundo uma publicação do Further Africa, o investimento, que é o maior já realizado no sector de mobilidade eléctrica no continente, representa um marco significativo na transição de África rumo a um transporte sustentável e à industrialização local. Carregar a ambição africana em tecnologia climática A ronda de financiamento — liderada pelo Fund for Export Development in Africa (FEDA), o braço de investimento de impacto do Afreximbank — tem como objectivo ampliar as operações da Spiro através da criação de infra-estruturas de fabrico e troca de baterias. Esta medida visa ultrapassar uma das maiores barreiras à adopção de veículos eléctricos no continente: o acesso limitado a redes de carregamento e o elevado custo das baterias. O modelo da Spiro combina tecnologia e praticabilidade. Ao instalar estações de troca de baterias e oferecer opções flexíveis de aluguer, a empresa permite que os condutores evitem o custo inicial da compra da bateria — um avanço essencial em termos de acessibilidade para mercados de baixos rendimentos. A empresa planeia ainda aumentar a produção para 15 mil motorizadas por mês, com o objectivo de atingir mais de 100 mil veículos eléctricos até ao final de 2025. Para além da tecnologia financeira: investir em sistemas físicos Embora grande parte da história de inovação em África tenha sido dominada pela tecnologia financeira (fintech), o crescimento da Spiro sinaliza uma mudança em direcção à tecnologia baseada em infra-estruturas físicas. Desde fábricas de baterias até redes logísticas, empresas de tecnologia climática como a Spiro estão a redefinir a forma como a inovação contribui para uma industrialização inclusiva e para a criação de emprego. A expansão da empresa apoia os compromissos climáticos regionais no âmbito da Área de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA), demonstrando como as indústrias verdes podem estimular o comércio transfronteiriço e reforçar a resiliência energética. Em mercados como o Ruanda e o Quénia, onde as políticas de mobilidade eléctrica estão em desenvolvimento, a presença da Spiro poderá impulsionar um ecossistema mais amplo de fornecedores, montadores e investidores em energia limpa. Um roteiro para um continente mais verde À medida que as economias africanas procuram reduzir a dependência das importações de combustíveis e as emissões de carbono, a mobilidade eléctrica oferece um caminho convincente rumo à sustentabilidade e à auto-suficiência. A mais recente ronda de financiamento da Spiro não é apenas um investimento em motorizadas eléctricas — é um voto de confiança na capacidade de África para liderar um crescimento industrial inteligente face às alterações climáticas. Se for executada com sucesso, a iniciativa poderá posicionar África não apenas como consumidora da inovação tecnológica limpa global, mas como produtora e exportadora de soluções de mobilidade sustentável, transformando o futuro do transporte no continente, uma viagem eléctrica de cada vez.

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