Os chips da Nexperia – que podem ser usados ​​em quase todo o tipo de produtos tecnológicos – deverão voltar a sair das fábricas chinesas, pondo fim a uma escassez que afetou empresas de todo o mundo, incluindo em Portugal. De acordo com a Reuters, que cita uma fonte não identificada, a Casa Branca está prestes a anunciar que as fábricas chinesas da Nexperia vão retomar as exportações. O Ministério do Comércio da China parece confirmar a informação avançada pela fonte da agência: “Como país importante e responsável, a China tem totalmente em consideração a segurança e estabilidade da produção e cadeias de abastecimento domésticas e internacionais. Vamos analisar de forma abrangente a real situação da empresa e isentar as exportações elegíveis”. O comunicado indica ainda que as empresas com dificuldades em obter componentes devem contactar as autoridades chinesas. Em meados de outubro, o Governo dos Países Baixos assumiu o controlo da Nexperia, com capitais chineses, para garantir o abastecimento de chips essenciais à indústria automóvel e eletrónica de consumo na Europa. Em resposta, a China interrompeu as exportações de chips da Nexperia. A empresa holandesa produz semicondutores simples, baratos, que são amplamente usados ​​em automóveis e noutros produtos eletrónicos – 70% saem, no entanto, de fábricas chinesas. Este domingo, a Nexperia disse ter recebido com agrado a notícia de que Pequim poderá retomar o envio de chips. Também o Governo holandês indicou que continua em negociações com o Governo chinês e outros, bem como com a indústria, de modo a encontrar uma “solução construtiva” para a Nexperia. Já a Casa Branca não quis comentar a notícia avançada pela Reuters – a administração norte-americana tem estado a trabalhar num acordo comercial com Pequim, que inclui a questão da Nexperia. Fabricantes automóveis de todo o mundo têm manifestado preocupação com o impacto de longo prazo da escassez destes chips. A Honda, por exemplo, já suspendeu a produção numa fábrica no México e ajustou a produção dos EUA e Canadá. Em Portugal, esta crise dos chips já afetou a Bosch, que se viu obrigada a colocar 2.500 trabalhadores em layoff até abril para lidar com a falta de componentes. Já a Autoeuropa e a Stellantis dizem estar, por enquanto, a salvo, mas as duas maiores fábricas produtoras de automóveis em Portugal dizem que a avaliação das condições de produção está a ser feita “semana a semana”.

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