A construção da ponte-cais da ilha de Inhaca, na baía de Maputo, considerada a maior do género a nível mundial, atingiu já metade da sua execução física e emprega actualmente 140 trabalhadores moçambicanos. A obra, lançada há um ano, é financiada pela Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC), concessionária do porto da capital, e representa um investimento de 853,2 milhões de meticais (13,5 milhões de dólares), segundo informou a Lusa. No domínio marítimo, foram concluídas 225 estacas com encamisamento dos pilares, encontrando-se em curso a fase de betonagem e os testes de capacidade de carga. Em simultâneo, decorre a instalação das vigas do tabuleiro e os preparativos para a montagem dos pontões de atracação. Na componente em terra firme, prossegue a construção do muro de contenção e o aterro para a estrada de acesso, prevendo-se que até à terceira semana de Novembro estejam concluídos os primeiros 100 dos 350 metros projectados. Com uma extensão de 936 metros, a nova infra-estrutura substituirá a antiga ponte-cais, interditada desde 2013 devido ao seu avançado estado de degradação e cuja dimensão não ultrapassava os 120 metros. Diferente da anterior, exclusivamente pedonal, a nova estrutura foi concebida para acolher tanto peões como viaturas, incluindo veículos de emergência até cinco toneladas, garantindo acessibilidade em qualquer maré. A obra é executada pela empresa estatal chinesa China Road and Bridge Corporation e deverá estar concluída até Março de 2026. Para além da sua importância funcional, a ponte-cais insere-se num pacote de seis projectos sociais financiados pela MPDC, no contexto do prolongamento da concessão portuária até 2058. Segundo o então Presidente da República, Filipe Nyusi, que lançou a primeira pedra em Novembro de 2024, o projecto visa impulsionar o turismo, as trocas comerciais e a investigação científica na ilha de Inhaca, onde vivem mais de seis mil pessoas. A nova infra-estrutura representa, nas palavras da MPDC, “um investimento que não se mede apenas em metros ou em betão, mas sobretudo em dignidade, inclusão e oportunidades”. O ministro dos Transportes e Comunicações, João Matlombe, destacou por sua vez o uso de mão-de-obra nacional e o cumprimento dos prazos como sinais do impacto social e económico da obra na vida da população da ilha.advertisement
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