A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), empresa responsável pela produção de energia eléctrica em larga escala em Moçambique, planeia aumentar a capacidade máxima de produção dos actuais 2075 megawatts (MW) para 4 mil MW até 2034. O aumento faz parte do projecto de reabilitação e modernização da central, que terá duração de 10 anos. Pela primeira vez em 50 anos, a HCB está a implementar, desde 2022, uma série de reformas nos seus equipamentos, alguns já obsoletos, com o objectivo de modernizar a produção de energia e torná-la mais eficiente. Sem avançar os custos do investimento, o administrador executivo da HCB, José Munice, assegurou que “até ao fim de 10 anos da vigência do Capex Vital, um programa de investimento em capital destinado à expansão e modernização da infra-estrutura de produção de energia, a empresa poderá duplicar a capacidade de produção eléctrica, passando dos actuais 2075 megawatts para 4 mil megawatts.” Durante cada ano do Capex Vital, um grupo-gerador estará fora de funcionamento para manutenção e modernização. Para compensar esta redução temporária, será instalada, no distrito de Changara, na província de Tete, uma central fotovoltaica com capacidade superior à actual, garantindo a estabilidade do fornecimento de energia. Desde o início do projecto, em 2022, já houve intervenções importantes na subestação de Songo, incluindo a reabilitação de transformadores. Actualmente, decorrem procedimentos para modernizar a estação conversora, essencial para o aumento da produção eléctrica. O projecto de reabilitação e modernização da HCB prevê a criação de mais de 300 novos postos de trabalho ao longo da sua execução, contribuindo para o desenvolvimento económico e social das comunidades envolventes. José Munice reforçou que o Capex Vital permitirá à HCB não só duplicar a capacidade de produção, mas também modernizar infra-estruturas antigas e melhorar a eficiência energética, respondendo às necessidades crescentes do País. A iniciativa marca um momento histórico para a HCB, oferecendo soluções energéticas sustentáveis e garantindo que, na próxima década, Moçambique disponha de maior capacidade de produção eléctrica, reforçando a segurança energética nacional. Fonte: Jornal O País
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