a d v e r t i s e m e n tA mineradora de diamantes De Beers produziu 7,7 milhões de quilates no terceiro trimestre terminado em 30 de Setembro, um aumento de 38% em termos homólogos, impulsionado principalmente pela maior produção da mina de Jwaneng, no Botsuana.
As operações da mineradora no país registaram um aumento homólogo de 51% na produção de diamantes, para seis milhões de quilates no terceiro trimestre.
Durante o trimestre em análise, a De Beers processou minério de maior teor em Jwaneng, antes da sua manutenção, agendada para o quarto trimestre. A mina de Orapa, por sua vez, retomou as operações no terceiro trimestre, após a manutenção planeada no segundo trimestre deste ano.
Entretanto, as operações da mineradora na África do Sul registaram um aumento homólogo de 28% na produção, para 700 mil quilates no terceiro trimestre, reflectindo o processamento de volumes superiores de minério subterrâneo de maior teor.
A produção na Namíbia manteve-se estável em 500 mil quilates, enquanto a produção no Canadá diminuiu 15% em termos homólogos, para 500 mil quilates, devido ao tratamento planeado de minério de menor teor.
A De Beers afirma que as condições de comércio de diamantes em bruto permaneceram desafiantes no terceiro trimestre.
“A melhoria na procura de diamantes em bruto observada durante a primeira metade de 2025 foi prejudicada pelas novas tarifas dos Estados Unidos da América (EUA) sobre a importação de diamantes provenientes da Índia, este país que continua a ser o principal centro de lapidação de diamantes naturais e os EUA mantêm-se como o maior destino final para joalharia destas pedras preciosas.
Houve, no entanto, um desenvolvimento positivo em Setembro, quando os Estados Unidos incluíram os diamantes naturais na sua Lista do Anexo III de Tarifas, tornando-os elegíveis para isenções tarifárias para países com acordos comerciais. A União Europeia (UE) assegurou posteriormente estas isenções e a indústria aguarda o desfecho de potenciais acordos com outros países. A procura dos consumidores por joalharia com diamantes naturais manteve-se estável nos EUA e globalmente estável também”, assinala a mineradora de diamantes.
Durante o terceiro trimestre, a De Beers vendeu 5,7 milhões de quilates de diamantes em bruto ao longo de duas rodadas de venda, gerando receitas de 700 milhões de dólares.
A orientação de produção para o ano completo mantém-se entre 20 milhões e 23 milhões de quilates.
Fonte: Engineering News
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