
“Não podemos ficar a ver outros países europeus a crescer mais”, diz ministro da Economia Depois de o PS ter trazido o tema da Saúde ao debate, que ficou sem resposta por parte do Governo, sobe ao púlpito do hemicilo da Assembleia da República o ministro da Economia e Coesão Territorial, Castro Almeida. O ministro trouxe ao debate desta terça-feira, que é sobre a proposta de OE para 2026, “um problema de 30 anos”: o fraco crescimento da economia portuguesa. “Nos últimos 30 anos, Portugal cresceu apenas um um ponto percentual no PIB, em comparação com a média europeia”, disse. Pelos números citados pelo ministro, a economia portuguesa está a 82% da média europeia. Ou seja, o rendimento dos portugueses está 18 pontos abaixo da UE. “Isto não foi crescimento. Isto foi estagnação. Isto foi desperdiçar oportunidades. Estivemos três décadas sem sair do mesmo sítio”, defendeu. “Esta situação não pode continuar. Não podemos ficar tranquilamente a ver outros países europeus a crescer mais do que nós”, alertou o ministro da Economia. “Há que dizer que esta nova ambição já começou a dar os primeiros passos. Os resultados de 2024 foram no bom caminho”, considerou, lembrando que a previsão para o crescimento para 2025 põe Portugal mais 0,9 pontos em relação à Europa e que em 2026 a previsão é de voltar a aproximar mais 0,8. “Ou seja, entre 2024 e 2026 teremos dado um passo de 2,7 pontos percentuais em direção à média europeia. É bom, sem dúvida. Mas estamos ainda muito longe da média europeia”, disse Castro Almeida. Nesse sentido, elencou um conjunto de medidas, a começar pela redução do IRC, para promover o incentivo ao investimento privado, lembrando que “não há crescimento sem as empresas e muito menos contra as empresas”. Depois, o reforço do investimento público, que “beneficiará fortemente da ajuda dos Fundos Europeus”. Nessa frente, lembrou o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), prometendo “utilizar a totalidade das subvenções do PRR”. Castro Almeida frisou ainda que, na reprogramação do PRR, já aprovada pela Comissão e pelo Conselho Europeu, foi criado um Instrumento Financeiro para a Inovação e a Competitividade, para onde estão a ser transferidas dotações do PRR que não possam ser executadas dentro dos prazos previstos. “Desta forma corrigimos, em parte, um pecado original do PRR que atribuiu muito menos dotação para as empresas que para os serviços públicos”, considerou. O ministro disse ainda que este Instrumento Financeiro tem uma dotação inicial de 315 milhões de euros, que já está integralmente colocada a concurso.
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